Cá pra nós:
Semaninha bem chata esta.
Meu dever profissional, o qual faço com prazer - diga-se de passagem, pelo menos até que alguma turma manisfeste sua síndrome da última aula de sexta, num rompente de gritaria coletiva - me obriga a ficar minimamente bem informado.
Notícias políticas ocupam grande parte disso.
Mas esta semana está difícil.
Ter que se informar com qualidade sobre acontecimentos forjados, cheios de interesses e nada sinceros pode estressar.
Greve na USP: política.
Operação padrão da Polícia Federal: política.
CPI do apagão aéreo: política.
O carro que bate na marginal - cheio de propinas para delegados: a parte física e logística da política.
Um punhado de sem-terras invadindo a quarta maior hidrelétrica do mundo: comédia e política
E deixa esse caso Gautama pra lá...
Ler notícias é uma coisa. Ler notícias, decodificá-las e imaginar o que elas querem dizer, a quem servem e qual é realmente a verdade é outra coisa bem diferente.
E trabalhosa.
É a tal da formação de opinião.
Antes de preocupar-se com a sua própria opinião é cada vez mais ardoroso descontruir a opinião que gente interessada e mal intencionada quer empurrar-lhe goela abaixo.
E esses últimos dias tem sido uma overdose de amoralidade ética e política cuidadosamente manipulada nos noticiários televisivos e artigos de jornal.
Overdose, pois simplesmente não fomos feitos para conviver com esse tipo de coisa.
Eu, apolítico que sou, talvez perceba com uma clareza sui generis a orquestração que aí está:
A classe média e alta cada vez mais atônita com o sucesso internacional e entre as massas do atual governo deste país.
Alguma forma de bagunça coletiva está sendo ensaiada contra o que está aí.
Mas tudo isso é apenas a normalidade do sistema, só inverteram-se os papéis.
