sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O certo e o errado

Me digam se estou certo:

Hoje é dia 31 de outubro e amanhã, portanto, 1° de novembro, certo?

Os termômetros da cidade marcam 14, 15 graus centígrados, certo?

Banho quente, cobertor e meias?

Não tem alguma coisa errada aí?

O burro e o elefante

Mais uma bela chacoalhada à vista.

Quem quer que ganhe trará um bocado de mundanças no ocaso do tabuleiro geopolítico (ou seria geosistêmico?) deste nosso perene planeta.

Um primeiro presidente negro na história da maior potência que este mundo já viu cria expectativas inéditas. Totalmente proporcionais ao tamanho do posterior desapontamento. Bela chacoalhada. É viver para ver.

Ou, que seja a continuação do que está aí só que ainda mais incisivo e perturbador de um status quo - que sequer pode continuar sendo chamado assim, já que os dois últimos governos do império mudaram muita coisa. A continuidade deste seria no mínimo mais radical e franco, digamos assim, no seu modus operandi (desculpe o latim fácil, mas tem coisas que vão mais certeiras assim). Enfim, a turma do elefante continuaria no mesmo balanço mas mais rapidamente.

Uél, o que vem por aí muda muita coisa de novo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

The First Disaster Of The Internet Age



Quando escrevi sobre o fato deste abismo econômico ter sido provocado (previsivelmente) por jogadores - no pior sentido da palavra - com muita disposição para faturar sem trabalho mas com muita especulação, risco e ganância, não pensei que a coisa fosse literalmente tão, digamos, assim mesmo.

A Newsweek desta semana discorre sobre como tudo foi feito, com simples tecladas em emails, mensagens SMS e outras facilidades deste nosso mundo pós-moderno.

Bilhões, talvez trilhões, indo de lá para cá, dali para ali. Ao toque suave de teclados.

Incrível como nosso tempo torna coisas monstruosamente grandes fáceis de fazer ou acontecer.

Lembro de terroristas aprendendo controles básicos o sufiente para lançar boeings em edíficios através do Fly Simulator da Microsoft.

Tudo está cada vez mais e mais dependente de menos coisas. E estas coisas são cada vez mais capazes de fazer estragos cada vez maiores.

Resumindo. Este sistema esta cada vez mais centrado e dependente da internet, ou qualquer que seja o nome que vier a ter este troço que interconecta instantânea e planetariamente praticamente TUDO, excetuando-se, sem exagero, a matéria. Esta ainda precisa de pés, rodas, hélices, asas, etc.

Acontece que quem está por tras desta ferramenta que, sinto, será a derradeira ferramenta são humanos. E é aí que fica fácil imaginar transformações e pertubações mundiais cada vez mais rápidas e abrangentes. É a irresponsabilidade inconsequente com grandes poderes. É a metralhadora na mão do macaco.

Este sistema parece ter chegado num ponto onde podemos claramente observar e confirmar com nossos próprios olhos, ouvidos e poros de que tudo pode mudar assim, num clique.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Complicômetro

Perguntinha para vocês:

Como teria terminado a história se Eloá fosse publicitáriaengenheiramédicaarquiteta e morasse num apartamento em Moema?

sábado, 18 de outubro de 2008

Página virada

A crise de 2008.


Não é tão complicado quanto parece. Economês e ideologias à parte, é claro.

Muito dinheiro na praça.

Muito dinheiro na praça nas mãos de alguns "Zécutivos" (outra do Paulo Henrique Amorim).

Os Zécutivos são em qualquer parte do mundo um tipo de gente gananciosa, vamos considerá-los assim. Sendo "ganaciosos" um eufemismo de minha parte.

Bom, esse montão de dinheiro poderia virar 3, 4, 5 X montão de dinheiro sem muito trabalho.

Sim - sem trabalho.


Decidiram emprestar dinheiro para maus pagadores (do economês: sub-prime) comprarem suas casas.

Sim, porque, pensaram eles, emprestar para caloteiros em potencial é arriscado mas pode ser muito lucrativo já que os juros são mais altos.

Cifrões nos olhos.

Rios de dinheiro para norte-americanos comprarem suas casas.

Bem, esta Marx previu com algum acerto. Keynes remediou. Roosevelt operou.

Superprodução desgovernada, encalhe de mercadorias e socorro do Estado. Socorro Estatal investindo na produção, diga-se de passagem. Pelo menos AQUELA crise estava curada.

Mas 1929 está muito longe, né?


Para quem pensa em lucros cada vez maiores na base da especulação e escanteando a produção o passado é só o passado.

Quebraram a cara.

E é bom que seja assim.

Minha fé não depende disto, mas aumenta com isto.

Então, virá o Estado interventor socorrer (outro eufemismo para 'doar') o capitalismo - literalmente comprando-o. Comprando suas dívidas fruto de pura e simples jogatina. Emprestar muito para quem não pode pagar é jogo, certo?

Dizem que vivemos agora, neste momento, uma mudança de paradigma.

Acredito nisto.

O socialismo já morreu. Morreu como mais um sistema de governo falido e ineficaz. Lá a ganância foi de outro tipo.

O capitalismo, pelo menos o que conhecemos tão bem nestas últimas décadas, parece estar moribundo.


Outra página virada.

Páginas que passam sem dar tempo de ler.

Parece que estamos folheando rapidamente as últimas folhas do livro, vamos dizer assim.


PS.: Mas, como tantos norte-americanos podem ser tão maus pagadores? Uél, suas multinacionais não empregam mais norte-americanos. Empregam os baratos e abundantes chineses. É o lucro, né?