A crise de 2008.
Não é tão complicado quanto parece. Economês e ideologias à parte, é claro.
Muito dinheiro na praça.
Muito dinheiro na praça nas mãos de alguns "Zécutivos" (outra do Paulo Henrique Amorim).
Os Zécutivos são em qualquer parte do mundo um tipo de gente gananciosa, vamos considerá-los assim. Sendo "ganaciosos" um eufemismo de minha parte.
Bom, esse montão de dinheiro poderia virar 3, 4, 5 X montão de dinheiro sem muito trabalho.
Sim - sem trabalho.
Decidiram emprestar dinheiro para
maus pagadores (do economês: sub-prime) comprarem suas casas.
Sim, porque, pensaram eles, emprestar para caloteiros em potencial é arriscado mas pode ser muito lucrativo já que os juros são mais altos.
Cifrões nos olhos.
Rios de dinheiro para norte-americanos comprarem suas casas.
Bem, esta Marx previu com algum acerto. Keynes remediou. Roosevelt operou.
Superprodução desgovernada, encalhe de mercadorias e socorro do Estado. Socorro Estatal investindo na produção, diga-se de passagem. Pelo menos AQUELA crise estava curada.
Mas 1929 está muito longe, né?
Para quem pensa em lucros cada vez maiores na base da especulação e escanteando a produção o passado é só o passado.
Quebraram a cara.
E é bom que seja assim.
Minha fé não depende disto, mas aumenta com isto.
Então, virá o Estado interventor socorrer (outro eufemismo para 'doar') o capitalismo - literalmente comprando-o. Comprando suas dívidas fruto de pura e simples jogatina. Emprestar muito para quem não pode pagar é jogo, certo?
Dizem que vivemos agora, neste momento, uma mudança de paradigma.
Acredito nisto.
O socialismo já morreu. Morreu como mais um sistema de governo falido e ineficaz. Lá a ganância foi de outro tipo.
O capitalismo, pelo menos o que conhecemos tão bem nestas últimas décadas, parece estar moribundo.
Outra página virada.
Páginas que passam sem dar tempo de ler.
Parece que estamos folheando rapidamente as últimas folhas do livro, vamos dizer assim.
PS.: Mas, como tantos norte-americanos podem ser tão maus pagadores? Uél, suas multinacionais não empregam mais norte-americanos. Empregam os baratos e abundantes chineses. É o lucro, né?