sexta-feira, 29 de junho de 2007

Mais um

Só que esse não deu 'certo'. Ainda bem para quem estava na ruas de Londres nesta tarde.

O fato é, e todos sabem: eles estão por aí. centenas, milhares (ou milhões) de mentes pensando a todo instante numa forma de 'acertar' um atentado terrorista num local onde a repercussão seja mundial.

Os dois automóveis desarmados em Londres nesta tarde não explodiram.

Mas já causaram seu intento, como qualquer atentado terrorista ou tentativa deste.

A capital inglesa parou, de novo. Uma pulgona atrás da orelha de todo mundo. E assim caminhamos para uma espécie de caos total.

O próximo atentado, ou a tentativa deste, é só uma questão de tempo.

Dias difíceis estes...




Policial londrino protege região do atentado do dia frustrado.
Fonte: FSP

terça-feira, 26 de junho de 2007

Verve

A melhor notícia musical do ano, em minha opinião é claro: O Verve está de volta.



Meados de 1998 e Bitter Sweet Symphony tocava sem parar em algumas rádios por estas bandas e por todas as rádios européias.
Lembro bem do som que enchia o ansioso e tenso estádio do Morumbi, à espera do show do U2: Bitter Sweet Simphony. Quem não conhecia se perguntou - 'que maravilha é essa?'

Tanto que 5 anos depois ensaiei colocar a dita para tocar num determinado momento da festa de meu casamento. Não o fiz pois não encontrara a tempo uma versão sem os vocais.
O que acabou sendo bom pois a tal faixa acabou virando hit 'obrigatório' de festas de casamento - portanto bem brega.


Mas continua sendo uma belíssima e já clássica canção pop.

O Verve representa o que de melhor surgiu nas ilhas britânicas nas últimas décadas.


Sem exagero.

Belas melodias, músicos competentes, criativos e uma batida forte, com personalidade... original para ser mais exato.


Estranho eu gastar linhas com o Verve e nunca ter citado aqui o assunto fim do Los Hermanos.

Talvez por que eu não acredite.

Mas isto é assunto para outra hora.


Clique na imagem para assistir Bitter Sweet Symphonie...
(Já se foram 10 anos...)

domingo, 24 de junho de 2007

O possível ocaso de Bush

Interessante a previsão de Niall Ferguson, historiador escocês, para os próximos meses:

A probabilidade de que Bush ordene uma ação militar antes de deixar a Casa
Branca é de 50%. Estamos mais próximos do que muita gente se dá conta de um
segundo ataque preventivo americano. As consequências de uma ação como essa são
incalculáveis. Estamos numa época muito perigosa... Dar as costas para o Oriente
Médio hoje seria como fazê-lo com os Bálcãs no verão de 1914.
Ok, previsão de 50% não quer dizer muita coisa. Mas, importante notar que cada vez mais gente tida como formadora de opinião afirme isso: vivemos um clima pesado, semelhante ao que antecedeu a primeira guerra mundial.

Transporte coletivo

A classe média deste país está sentindo na pele o que a maioria sente a bem mais tempo.

Aeroportos lotados, falta de informação e tratamento de gado.

Faz lembrar os pontos de ônibus, as latas de sardinha apinhadas de gente de todas as manhãs, que chamam de ônibus das grandes cidades.

Mas, se você está esperando um vôo para Madrid, Miami ou Frankfurt, não se iluda.

Ao que parece, os equipamentos que os controladores têm à sua disposição são os de sempre. Não há problemas com eles.

Existem problemas, sim, com os controladores, que reivindicam - fazendo a tal da operação padrão, que nada mais é do que liberar e controlar aviões para voar segundo os tais padrões internacionais - que há tempos não são seguidos neste país e em boa parte do mundo.

Então o que é que há?

São apenas militares acoados como bodes expiatórios do maior acidente da história da aviação deste país. Não querem levar a culpa mas viraram matéria-prima de interesses maiores.

E a velha imprensa quer capitalizar a crise.

A culpa é do governo! Dizem.

Culpar este ou qualquer governo pelo que vemos nos aeroportos é o mesmo que culpar qualquer governo pelas enchentes que SEMPRE vão ocorrer na inviável metrópole paulistana.

O que se vê é a manipulação de uma situação real como forma de ataque e rebeldia ao que está posto, digo, o governo atual.

É por estas e outras que vou parar de ler jornais; que insistentemente jogam no meu quintal todo bendito dia.

Nada é o que parece ser - isto é previsível, mas cansa.


A verdadeira democracia do transporte coletivo.

domingo, 17 de junho de 2007

Referências

Ontem, conversando com amigos, uma frase interessante atravessou o ar: "o Rio é uma enorme favela... eles (os cariocas) tem orgulho daquilo".

Torci o nariz.

Isso me intrigou.


Afinal de contas, dou toda a razão para os felizes cariocas.

(você, paulistano, que nunca foi ao Rio, esqueça. Me desculpe mas sua opinião não importa. Tem que ter estado lá, pelo menos uma vez, num dia qualquer, numa hora qualquer, numa praia qualquer - comprando pão numa padaria em Copacabana, passeando pelas ruas de Ipanema, vendo um pôr-do-sol no Arpoador, rachando a cuca, ao meio-dia, na Barra ou mesmo perdido em algum canto da Tijuca, da Vila Isabel ou do Engenho de Dentro, na baixada fluminense).

Os cariocas, espertos - mas também inteligentes, sabem melhor que qualquer um que existem muitos lugares por aí mais desenvolvidos, mais luxuosos, mais glamourosos, mais modernos e mais elegantes do que o Rio, etc, etc...

Mas também sabem, por EXPERIÊNCIA e VIVÊNCIA, que não há no mundo nenhum canto mais rico, mais lindo, mais prazeroso e - desculpe o clichê - mais MARAVILHOSO.



E olha, morar numa cidade que é conhecida mundo afora por seus 'morros' e 'baixadas' de terror, guerra civil e governo paralelo e sua zona-sul-maravilha onde olha-se para o mar de olho na carteira; apenas faz reafirmar a força que tem esse lugar - onde, apesar das péssimas referências, o cidadão que pisa naquelas areias gosta e sente-se bem ali.


E não é por menos que Fernanda Abreu canta que "o Rio é o melhor e o pior do Brasil..."

Eu, que não conheço, ainda, outro canto do mundo onde os nativos não sejam brasileiros, reafirmo isso - pois isso é como dois mais dois: não carece revisão.

Quanto ao pior do Brasil - discordo. Tem muita concorrência por aí.



Pôr-do-sol em Ipanema no longínquo janeiro de 2006: faz falta.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Cirrus passeando

Na foto abaixo algumas pequenas e solitárias cirrus vagueando por estas bandas agora há pouco. Estas não indicam mau tempo chegando, estão apenas dando o ar de sua graça.


Tempo ruim mesmo, ao que tudo indica, acontecerá, nos próximos dias, nas latitudes do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, com direito a anti-ciclone (ou já poderíamos qualificar estes fenômenos mais radicas de furacões do Atlântico Sul?) com ventos de mais de 100 km por hora.



Chegaram, deram um oi e foram embora - graciosas.

domingo, 10 de junho de 2007

Idiossincrasias de um fim de semana esportivo

Aqueles jogadores de vôlei coreanos sorrindo a cada ponto ganho ou perdido nos jogos contra o Brasil, neste final de semana, me intrigaram - tamanho o contraste com a cara fechada de seus conterrâneos que imigraram para estas pastagens e hoje vendem roupas e produtos eletrônicos no Bom Retiro, Brás e Promo Centers da vida...

Além da dificuldade com a língua portuguesa, os coreanos, para lucrarem com seu ganha-pão têm que pagar salgadas propinas para a máfia, também chino/coreana, que contrabandeia quase tudo neste país.

Não deve ser fácil viver tão longe de casa, numa cultura tão diferente e sob ameaça de morte.

Mas tudo é uma questão de escolha e esse é o preço de não contentar-se com o disponível ou ter uma boa dose de ganância.



Alguém aí já conseguiu arrancar um simples bom-dia de um coreano destas lojinhas?


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O autódromo do GP de F1 deste fim de semana chama-se Gilles Villeneuve.

Gilles foi um arrojado piloto da Ferrari que morreu num treino para o GP da Bélgica em 1982 ou 1983, se não me engano. A imagem no telejornal noturno daquele dia foi fortíssima, com seu carro capotando várias vezes e seu corpo sendo lançado pelos ares até morrer no impacto com as grades de proteção.

Jacques, seu filho, iniciou e já terminou sua carreira na Fórmula 1.

Opa!

Poder acompanhar a carreira de pai e filho me lembra que o tempo está passando mais rápido do que eu imaginava.


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E por falar em tempo, esse final de semana esportivo também me fez lembrar que já fazem 10 anos que o Guga venceu seu primeiro Roland Garros.

Lá estava ele, de terno e gravata (Guga, terno e gravata são antônimos!) entregando a taça para o atual campeão - Rafael Nadal.

Parece que foi ontem, mas já se foram 120 meses que deu um SKAVURZKA no sinal da Net (maldita seja!) e eu não pude acompanhar o Match Point daquele jogo.


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E por falar em Skavurzka, parece ser exercício de masoquismo topar um Pay-per-view para ver esse time do Palmeiras jogar.


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E a foto que, com certeza, estará impressa nos jornais tupiniquins de amanhã: Guga entre Nadal e Federer.


Fonte: Uol.

Se Guga está aí, não é só porque ganhou três vezes este campeonato, mas porque fez um bom nome, tem carisma e é humilde. Tão humilde que apresentou Nadal como o melhor tenista de saibro de todos os tempos. Quem entende um pouquinho só de tenis sabe muito bem que o que jogou o mais belo tênis em quadras de terra foi Gustavo Kuerten.


Sem quer ser piegas, mas já sendo, Guga é um raríssimo exemplo de atleta de esporte competitivo mas que, apesar disso, sempre preservou qualidades éticas.

sábado, 2 de junho de 2007

Fresquinhas

Uall!

Os Eua divulgaram esta tarde terem frustrado um plano de mandar pelos ares o aeroporto JFK e um bom pedaço da região sudeste da cidade de Nova Iorque. A idéia dos terroristas, dizem, era explodir os reservatórios de combustível e suas tubulações. Falam sobre uma gravação dos terroristas afirmando que o ataque colocaria o 11 de setembro no esquecimento.

No meu ponto de vista, mais importante do que esse fato – que pode muito bem ser verdade – é a divulgação dele.

Explico.

O FBI divulgou a nacionalidade dos terroristas: três guianenses e um trinitino.

Opaa!

Não preciso abrir meu atlas de bolso para lembrar-me que a Guiana faz fronteira com a Venezuela e que dá para chegar a nado na República Bolivariana de Chaves a partir de Trinidad e Tobago.

Teorias da conspiração à parte, é bem interessante que neste momento em que Chaves endurece seu discurso sobre um novo socialismo e fecha redes de TV, ‘achem’ alguns terroristas bem ambiciosos provenientes daquelas bandas.

Não me surpreenderia se começassem a pipocar ‘notícias’, via Fox News, sobre alguma forma de relação entre estes senhores incendiários e o senhor Hugo Chaves.


Será que tem algo mais aí?

Para que servem as Cirrus

Aquele céu pincelado, cheio de nuvens bem altas, finas e que parecem véus flutuando em meio à imensidão celeste são as chamadas nuvens cirrus.

De tão altas (mais de 6 km de altura) são formadas por cristais de gelo.

Úteis para encher os olhos de beleza, serenidade e mansidão, elas também são o prenúncio de uma grande mudança de tempo ou o aviso de que determinada situação climática já é coisa do passado.

Ou seja, por estas latitudes, além de comporem uma belíssima paisagem, elas são também úteis para avisar que uma frente fria está chegando nos próximos dias ou horas; ou que esta já foi, e a temperatura deverá ficar mais agradável.

Ontem foi dia de lindas cirrus no céu de São Paulo avisarem sobre o que já está aí fora: muita chuva, tempo cinza e a temperatura despencando. Mais uma frente fria acompanhada por rigorosa massa de ar polar.



Olhar para o céu, todos os dias, sempre faz bem.

Entender sua dinâmica e funcionamento, ao contrário do que possa parecer, é tão prazeroso quanto.


Cirrus na tarde de ontem sobre a região da Cantareira.





Mais Cirrus, sobre a região de Guarulhos.