sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O pior cego

Para você diversão é ir em shopping center?

Sim, aquela história de arrumar um lugarzinho para o seu automóvel, andar falando no celular e entrar num destes restaurantes moderninhos?

Está sempre incomodado com seu super telefone celular porque ele não parece mais ser tão super assim?

Você se diverte assistindo com fidelidade religiosa a um, dois, três ou meia-dúzia destes suuuuper descolados seriadinhos norte-americanos da TV paga?

Você costuma frequentar as salas de cinema 'multiplex' e sempre acha algo suuuuper divertido para assistir?

Você é do tipo que acha suuuuper legal pagar 200, 300, 500 reais para assistir aquele grupinho de rockpopbaba suuuuuper alguma coisa? - Afinal é suuuuuper legal falar que pagou 200, 300, 500 reais e dizer que o show foi muuuuuuiiiito bom!!!

Uéll, se você é do tipo que acha que o mundo é quase perfeito dentro de seu apartamento novo e do ar condicionado dentro dos vidros 'filmados' do seu carro (Freud também explica essa relação bizonha de brasileiro com carros), não fossem aqueles ladrõesassassinosvagabundos nos faróis e os Cingapuras da vida que insistem em sujar sua paisagem - um amigo seu, daqueles que sabem muito bem como você vive e o que você pensa, deu uma opinião hoje que não é muito boa para você.

Seu amigo chama-se Paul Krugman - um norte-americano judeu, admirado por todos os chefes, gerentes, diretores e CEOs e muiiiiiiiiiiito provavelmente por você também, mesmo que você não saiba disso. E se você é leitor de Veja você realmente não sabe isso.

Bem, este seu amigo, quase ídolo, ganhador do Nobel de economia deste ano e respeitado por 10 entre 10 liberais deste sistema, disse hoje algo um tanto incômodo para você - com essas exatas palavras: 'estamos vivendo a mãe de todas as crises econômicas'.



É melhor você começar a se coçar e procurar levar sua vida de um modo realmente relevante e significativo.

Leia seu amigo aqui.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Roda mundo

Opa!

Bingo.

O otimismo MUNDIAL deu a largada.

Obama venceu.

Serão 77 dias até sua posse.

Muito tempo para esse otimismo crescer até onde não sei.


Será um fermento e tanto. Janeiro será bem interessante.

Como será a partir daí?

Uéél...


Quem viver verá.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

TV demais

Zapeando os primeiros resultados das eleições no império, passando por Fox News, CNN, BBC e Globos o que me veio à mente mesmo foi David Palmer.

Improvável

E por falar em dependência cada vez maior de menos coisas com seres gananciosos e inconsequentes no comando, a tal da 'metralhadora na mão do macaco' - ontem li um artigo discorrendo sobre estas minhas obviedades.

O que me chamou mais a atenção não foi tanto o conteúdo em si, mas o caderno em que estava o artigo - o caderno de informática do Estadão.

Sim, falamos sobre o ocaso deste sistema e lemos em jornais no caderno de informática artigos bem pertinentes.

Improvável e totalmente coerente isto.

Bom poder ler notícias seculares sem precisar traduzir 'economês' e 'sociologês' que, hoje, soam tão arrogantes quanto anacrônicos.


Reproduzo uma parte do artigo abaixo. Para ler a coluna inteira é só clicar no texto. O artigo é de Pedro Doria.

"...Nossos maiores problemas não são nacionais. Ameaça de colapso financeiro, aquecimento global, flutuação nos preços de alimentos vinda de especulação financeira, tráfico, pirataria e crimes cibernéticos. O grande desafio é que nenhum governo, sozinho, tem o poder de resolver esses problemas.

Nas próximas décadas, precisaremos de um novo tipo de governo...

...Mas Dunagan também: “Nós vivemos no século 21 e, no entanto, temos uma estrutura mundial idealizada no século 18.” Não temos um governo mundial com o poder de determinar o corte de emissões de carbono, por exemplo. E nenhum governo nacional quer ser o primeiro a fazê-lo. Afinal, quem parar de gastar energia também pára de crescer.

“O modelo do Estado-nação sozinho não resolve mais”, continua Dunagan. Ele considera que algum tipo de governança global com poder de verdade, bem diferente da ONU, terá de surgir. Toda a macroestrutura global de telecomunicações integrou o mundo de uma forma tal que, se um quebrar, todos sofrem."

Uia!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O certo e o errado

Me digam se estou certo:

Hoje é dia 31 de outubro e amanhã, portanto, 1° de novembro, certo?

Os termômetros da cidade marcam 14, 15 graus centígrados, certo?

Banho quente, cobertor e meias?

Não tem alguma coisa errada aí?

O burro e o elefante

Mais uma bela chacoalhada à vista.

Quem quer que ganhe trará um bocado de mundanças no ocaso do tabuleiro geopolítico (ou seria geosistêmico?) deste nosso perene planeta.

Um primeiro presidente negro na história da maior potência que este mundo já viu cria expectativas inéditas. Totalmente proporcionais ao tamanho do posterior desapontamento. Bela chacoalhada. É viver para ver.

Ou, que seja a continuação do que está aí só que ainda mais incisivo e perturbador de um status quo - que sequer pode continuar sendo chamado assim, já que os dois últimos governos do império mudaram muita coisa. A continuidade deste seria no mínimo mais radical e franco, digamos assim, no seu modus operandi (desculpe o latim fácil, mas tem coisas que vão mais certeiras assim). Enfim, a turma do elefante continuaria no mesmo balanço mas mais rapidamente.

Uél, o que vem por aí muda muita coisa de novo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

The First Disaster Of The Internet Age



Quando escrevi sobre o fato deste abismo econômico ter sido provocado (previsivelmente) por jogadores - no pior sentido da palavra - com muita disposição para faturar sem trabalho mas com muita especulação, risco e ganância, não pensei que a coisa fosse literalmente tão, digamos, assim mesmo.

A Newsweek desta semana discorre sobre como tudo foi feito, com simples tecladas em emails, mensagens SMS e outras facilidades deste nosso mundo pós-moderno.

Bilhões, talvez trilhões, indo de lá para cá, dali para ali. Ao toque suave de teclados.

Incrível como nosso tempo torna coisas monstruosamente grandes fáceis de fazer ou acontecer.

Lembro de terroristas aprendendo controles básicos o sufiente para lançar boeings em edíficios através do Fly Simulator da Microsoft.

Tudo está cada vez mais e mais dependente de menos coisas. E estas coisas são cada vez mais capazes de fazer estragos cada vez maiores.

Resumindo. Este sistema esta cada vez mais centrado e dependente da internet, ou qualquer que seja o nome que vier a ter este troço que interconecta instantânea e planetariamente praticamente TUDO, excetuando-se, sem exagero, a matéria. Esta ainda precisa de pés, rodas, hélices, asas, etc.

Acontece que quem está por tras desta ferramenta que, sinto, será a derradeira ferramenta são humanos. E é aí que fica fácil imaginar transformações e pertubações mundiais cada vez mais rápidas e abrangentes. É a irresponsabilidade inconsequente com grandes poderes. É a metralhadora na mão do macaco.

Este sistema parece ter chegado num ponto onde podemos claramente observar e confirmar com nossos próprios olhos, ouvidos e poros de que tudo pode mudar assim, num clique.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Complicômetro

Perguntinha para vocês:

Como teria terminado a história se Eloá fosse publicitáriaengenheiramédicaarquiteta e morasse num apartamento em Moema?

sábado, 18 de outubro de 2008

Página virada

A crise de 2008.


Não é tão complicado quanto parece. Economês e ideologias à parte, é claro.

Muito dinheiro na praça.

Muito dinheiro na praça nas mãos de alguns "Zécutivos" (outra do Paulo Henrique Amorim).

Os Zécutivos são em qualquer parte do mundo um tipo de gente gananciosa, vamos considerá-los assim. Sendo "ganaciosos" um eufemismo de minha parte.

Bom, esse montão de dinheiro poderia virar 3, 4, 5 X montão de dinheiro sem muito trabalho.

Sim - sem trabalho.


Decidiram emprestar dinheiro para maus pagadores (do economês: sub-prime) comprarem suas casas.

Sim, porque, pensaram eles, emprestar para caloteiros em potencial é arriscado mas pode ser muito lucrativo já que os juros são mais altos.

Cifrões nos olhos.

Rios de dinheiro para norte-americanos comprarem suas casas.

Bem, esta Marx previu com algum acerto. Keynes remediou. Roosevelt operou.

Superprodução desgovernada, encalhe de mercadorias e socorro do Estado. Socorro Estatal investindo na produção, diga-se de passagem. Pelo menos AQUELA crise estava curada.

Mas 1929 está muito longe, né?


Para quem pensa em lucros cada vez maiores na base da especulação e escanteando a produção o passado é só o passado.

Quebraram a cara.

E é bom que seja assim.

Minha fé não depende disto, mas aumenta com isto.

Então, virá o Estado interventor socorrer (outro eufemismo para 'doar') o capitalismo - literalmente comprando-o. Comprando suas dívidas fruto de pura e simples jogatina. Emprestar muito para quem não pode pagar é jogo, certo?

Dizem que vivemos agora, neste momento, uma mudança de paradigma.

Acredito nisto.

O socialismo já morreu. Morreu como mais um sistema de governo falido e ineficaz. Lá a ganância foi de outro tipo.

O capitalismo, pelo menos o que conhecemos tão bem nestas últimas décadas, parece estar moribundo.


Outra página virada.

Páginas que passam sem dar tempo de ler.

Parece que estamos folheando rapidamente as últimas folhas do livro, vamos dizer assim.


PS.: Mas, como tantos norte-americanos podem ser tão maus pagadores? Uél, suas multinacionais não empregam mais norte-americanos. Empregam os baratos e abundantes chineses. É o lucro, né?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

DVD fura?


O Velho e o Moço

Imperdíveis que perdi

Los Hermanos na Fundição Progresso, no RJ, ano passado.

Esta noite passará na tv, menos mal. Estes rapazes merecem ser vistos e cantados nesta mediocridade que tem sido as composições jovens desses anos 00. São ilha de criatividade, coragem e sentimento. Bons sentimentos. Num show destes caras - qualquer show - ocorre uma espécie de troca e cumplicidade só vista em platéias como as dos grandes festivais da Record e Excelsior nos anos 60/70. Impossível não lembrar de Legião Urbana também.

E malditos sejam os 'vips' e as 'celebridades' que me tiraram o prazer e a oportunidade de assistir ao João dia desses no Ibirapuera.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Hóspedes

Tão sensíveis quanto generosas em quantidades, periodicidade e variedade;





Geniosa, difícil e exigente - e isso porque ainda nem se revelou completamente;



Simples, nada exigente e modesta. Forte e graciosíssima, mas raramente está por aqui.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Pitacos de realidade

Depois de "Sem Logo", mais uma bela tacada de Naomi Klein.



E se John Mccain ganhar tem mais choques por aí...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Música para os meus ouvidos...

... e talvez para os seus também: clique para ouvir

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Cháves e as Farc (ou a hipocrisia da vez)

A Interpol descobriu que o venezuelano ajudou as Farc.


Sééério???!


Será manchete por alguns dias.

Folha, Estadão, o Jornal do Bonner e seus pares estarão indignados.


Digamos que ajudar terroristas é uma prática usada por QUALQUER destes governos, sempre que lhes interessam.

Algo como Reagan e Saddam ou Bush pai e Bin Laden. A fila é longa.




Donald Rumsfeld (direita), enviado por Reagan, e Saddam durante a guerra Irã x Iraque.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A Nova Guerra Fria

Um destes raros artigos que conseguem ser ao mesmo tempo precisos e concisos ao falar de questões tão complexas - no New York Times, de hoje:


A NOVA GUERRA FRIA

Thomas L. Friedman

O próximo presidente norte-americano herdará vários desafios na área de política externa, mas certamente um dos maiores será a Guerra Fria. Sim, o próximo presidente será um presidente da Guerra Fria - mas esta Guerra Fria é com o Irã.Esta é a verdadeira história que permeia atualmente o Oriente Médio - a disputa por influência na região, tendo ao lado os Estados Unidos e os seus aliados sunitas árabes (e Israel) e do outro o Irã, a Síria e os seus aliados não governamentais, o Hamas e o Hizbollah. Conforme dizia o editorial de 11 de maio do jornal iraniano "Kayhan": "Na luta por poder no Oriente Médio só existem dois lados: Irã e Estados Unidos".Por hora, a Equipe América está perdendo em quase todas as frentes. Por quê? A resposta curta é que o Irã é inteligente e brutal, os Estados Unidos são estúpidos e fracos, e o mundo árabe sunita é indiferente e dividido. Alguma outra pergunta?A indignidade da semana foi a tentativa de Irã, Síria e Hizbollah de assumir o controle sobre o Líbano. Os brutamontes do Hizbollah invadiram bairros sunitas na zona oeste de Beirute, concentrando-se especialmente em desmantelar canais progressistas de notícias como a TV Futuro, de forma que a máquina de propaganda do Hizbollah pudesse dominar o universo das transmissões de televisão. A milícia xiita Hizbollah surgiu supostamente para proteger o Líbano de Israel. Tendo feito isso, eles agora mudaram de rumo e venderam o Líbano à Síria e ao Irã.Tudo isso faz parte daquilo que Ehud Yaari, um dos melhores analistas do Oriente Médio em Israel, chama de "Pax Iranica". Na sua coluna de 28 de abril último no jornal "The Jerusalem Report" Yaari chamou atenção para a rede de influência que o Irã construiu no Oriente Médio - da influência que o país exerce sobre o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, à sua capacidade de manipular praticamente todas as milícias xiitas no Iraque, e à transformação do Hizbollah em uma força - com 40 mil foguetes - capaz de controlar o Líbano e ameaçar Israel caso este pense em atacar Teerã. E não se pode esquecer da capacidade do Irã de fortalecer o Hamas na Faixa de Gaza, e de bloquear qualquer acordo de paz israelense-palestino promovido pelos Estados Unidos."Sintetizando, Teerã criou uma situação na qual qualquer um que deseje atacar as suas instalações atômicas terá que levar em conta que isto gerará uma batalha cruenta nas frentes libanesa, palestina, iraquiana e do Golfo Pérsico. Esta é uma estratégia sofisticada de dissuasão", afirmou Yaari.Já a Equipe Bush conseguiu em oito anos colocar os Estados Unidos em uma posição única no Oriente Médio: "O país não é apreciado, não é temido e não é respeitado", escreveu Aaron David Miller, um ex-negociador para o Oriente Médio em governos republicanos e democratas, no seu novo e provocante livro sobre o processo de paz, intitulado "The Much Too Promissed Land" (algo como, "A Terra Demasiadamente Prometida"). "Nós tropeçamos durante oito anos no governo de Bill Clinton, tentando descobrir como fazer a paz no Oriente Médio, e depois tropeçamos outros oito anos sob George Bush, procurando determinar de que maneira fazer a guerra na região", disse Miller. "O resultado foi uma América aprisionada em uma região que ela não pode consertar e nem abandonar".Vejam os últimos meses, disse ele: o presidente Bush foi ao Oriente Médio em janeiro, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, foi para lá novamente nesta semana. Afinal, o preço do petróleo está mais alto do que nunca, e as perspectivas de paz nunca estiveram mais remotas. Conforme diz Miller, atualmente os Estados Unidos são "incapazes de derrotar, cooptar ou conter" qualquer dos grandes protagonistas na região.O grande debate entre Barack Obama e Hillary Clinton diz respeito a se devemos ou não conversar com o Irã. Obama é a favor; Hillary Clinton é contra. A questão para o próximo presidente não é falar ou não falar. O problema é saber se temos influência ou não. Quando a pessoa tem influência, ela conversa. Quando não tem, consegue alguma - criando incentivos econômicos, diplomáticos ou militares e pressões; fatores que o outro lado ache muito tentadores ou assustadores para ignorá-los. É nisto que a equipe Bush tem se mostrado bastante incompetente em relação ao Irã.A única parte mais fraca é o mundo árabe sunita, que ou está tão embriagado com o seu petróleo que acredita poder comprar qualquer saída para um desafio iraniano, ou tão dividido que não é capaz de erguer a mão para defender os seus interesses - isso quando não se encontra em ambas as situações.Nós não iremos à guerra contra o Irã, e nem devemos. Mas é triste ver os Estados Unidos e os seus amigos árabes tão fracos que são incapazes de impedir que um dos últimos redutos de decência, pluralismo e abertura no mundo árabe seja destruído pelo Irã e pela Síria. A única coisa que me dá alento é saber que todos os que tentaram dominar sozinhos o Líbano - maronitas, palestinos, sírios, israelenses - geraram uma reação e fracassaram. "O Líbano é uma região que ninguém pode controlar sem um consenso, sem fazer com que todos participem", diz o colunista libanês Michael Young. "O Líbano tem sido uma sepultura para pessoas com projetos grandiosos. No Oriente Médio os seus inimigos sempre parecem encontrar uma maneira de se reunir e subitamente tornar as coisas muito difíceis para você".

sábado, 12 de janeiro de 2008

Como é bom poder tocar um instrumento

Não sou sopro

Não sou metais

Não sou cordas


Muito menos vocais



Sou percussão



Com certeza



E percussão pode ser isto aí em cima; especialmente a parte final.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Janeiro

Estas festas...


Do paganismo me afasto.

Faz bem para a saúde.


Mas janeiro, por ser mês primeiro e, até, pela parada que se dá, é quando a meditação é mais intensa.




E a bela nova música de Rodrigo Amarante tem palavras assim:


"...O tempo que eu perdi
Só agora eu sei
Aprender a dar
Foi o que ganhei
E ando ainda atrás
Desse tempo ter
Pude não correr
Dele me encontrar..."

e assim:


"...Ahh não se mexeu
Beija-flor no ar
O rio fica lá
A água é que correu
Chega na maré
Ele vira mar
Como se morrer
Fosse desaguar
Derramar no céu
Se purificar
Ahh deixa pra trás
Sais e minerais, evaporar!"



Chama-se "Evaporar" e você pode ouvir aqui: