sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Uma pausa de mil compassos

domingo, 4 de janeiro de 2009

Cheiro de 2009

Sem entrar no mérito da humanamente insolúvel questão árabe-palestina - uma coisa é clara:

o governo Obama não iniciou oficialmente e já é o principal indutor, mesmo sem querer, das atrocidades entre israelenses e palestinos em Gaza e suas cercanias.

Ao que parece Obama não é tão interessado quanto o governo Bush em defender as 'razões' judias da questão. Então, Israel apressa-se para modificar o tabulereiro geopolítico da região antes que seja tarde demais ou pelo menos mais complexo de fazê-lo. A modificação inclui eliminar o Hamas enquanto é tempo e manter o status quo que vigora desde os acontecimentos da Guerra dos Seis dias e da subsequente Guerra do Yon Kippur.

A última semana ratificou o que se imaginava: o governo Obama provocará uma mudança significativa de paradigmas. Paradigmas diplomáticos, estratégicos, geopolíticos e até mesmo militares.

Crise econômica profunda, agitações no Oriente Médio, as expectativas sobre Obama e a mais importante convenção sobre as questões climáticas depois de Kyoto no começo de 2010, parecem ser apenas o pano de fundo para um sem número de agitações globais daqui por diante.

Algumas fotos do conflito:

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O pior cego

Para você diversão é ir em shopping center?

Sim, aquela história de arrumar um lugarzinho para o seu automóvel, andar falando no celular e entrar num destes restaurantes moderninhos?

Está sempre incomodado com seu super telefone celular porque ele não parece mais ser tão super assim?

Você se diverte assistindo com fidelidade religiosa a um, dois, três ou meia-dúzia destes suuuuper descolados seriadinhos norte-americanos da TV paga?

Você costuma frequentar as salas de cinema 'multiplex' e sempre acha algo suuuuper divertido para assistir?

Você é do tipo que acha suuuuper legal pagar 200, 300, 500 reais para assistir aquele grupinho de rockpopbaba suuuuuper alguma coisa? - Afinal é suuuuuper legal falar que pagou 200, 300, 500 reais e dizer que o show foi muuuuuuiiiito bom!!!

Uéll, se você é do tipo que acha que o mundo é quase perfeito dentro de seu apartamento novo e do ar condicionado dentro dos vidros 'filmados' do seu carro (Freud também explica essa relação bizonha de brasileiro com carros), não fossem aqueles ladrõesassassinosvagabundos nos faróis e os Cingapuras da vida que insistem em sujar sua paisagem - um amigo seu, daqueles que sabem muito bem como você vive e o que você pensa, deu uma opinião hoje que não é muito boa para você.

Seu amigo chama-se Paul Krugman - um norte-americano judeu, admirado por todos os chefes, gerentes, diretores e CEOs e muiiiiiiiiiiito provavelmente por você também, mesmo que você não saiba disso. E se você é leitor de Veja você realmente não sabe isso.

Bem, este seu amigo, quase ídolo, ganhador do Nobel de economia deste ano e respeitado por 10 entre 10 liberais deste sistema, disse hoje algo um tanto incômodo para você - com essas exatas palavras: 'estamos vivendo a mãe de todas as crises econômicas'.



É melhor você começar a se coçar e procurar levar sua vida de um modo realmente relevante e significativo.

Leia seu amigo aqui.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Roda mundo

Opa!

Bingo.

O otimismo MUNDIAL deu a largada.

Obama venceu.

Serão 77 dias até sua posse.

Muito tempo para esse otimismo crescer até onde não sei.


Será um fermento e tanto. Janeiro será bem interessante.

Como será a partir daí?

Uéél...


Quem viver verá.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

TV demais

Zapeando os primeiros resultados das eleições no império, passando por Fox News, CNN, BBC e Globos o que me veio à mente mesmo foi David Palmer.

Improvável

E por falar em dependência cada vez maior de menos coisas com seres gananciosos e inconsequentes no comando, a tal da 'metralhadora na mão do macaco' - ontem li um artigo discorrendo sobre estas minhas obviedades.

O que me chamou mais a atenção não foi tanto o conteúdo em si, mas o caderno em que estava o artigo - o caderno de informática do Estadão.

Sim, falamos sobre o ocaso deste sistema e lemos em jornais no caderno de informática artigos bem pertinentes.

Improvável e totalmente coerente isto.

Bom poder ler notícias seculares sem precisar traduzir 'economês' e 'sociologês' que, hoje, soam tão arrogantes quanto anacrônicos.


Reproduzo uma parte do artigo abaixo. Para ler a coluna inteira é só clicar no texto. O artigo é de Pedro Doria.

"...Nossos maiores problemas não são nacionais. Ameaça de colapso financeiro, aquecimento global, flutuação nos preços de alimentos vinda de especulação financeira, tráfico, pirataria e crimes cibernéticos. O grande desafio é que nenhum governo, sozinho, tem o poder de resolver esses problemas.

Nas próximas décadas, precisaremos de um novo tipo de governo...

...Mas Dunagan também: “Nós vivemos no século 21 e, no entanto, temos uma estrutura mundial idealizada no século 18.” Não temos um governo mundial com o poder de determinar o corte de emissões de carbono, por exemplo. E nenhum governo nacional quer ser o primeiro a fazê-lo. Afinal, quem parar de gastar energia também pára de crescer.

“O modelo do Estado-nação sozinho não resolve mais”, continua Dunagan. Ele considera que algum tipo de governança global com poder de verdade, bem diferente da ONU, terá de surgir. Toda a macroestrutura global de telecomunicações integrou o mundo de uma forma tal que, se um quebrar, todos sofrem."

Uia!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O certo e o errado

Me digam se estou certo:

Hoje é dia 31 de outubro e amanhã, portanto, 1° de novembro, certo?

Os termômetros da cidade marcam 14, 15 graus centígrados, certo?

Banho quente, cobertor e meias?

Não tem alguma coisa errada aí?

O burro e o elefante

Mais uma bela chacoalhada à vista.

Quem quer que ganhe trará um bocado de mundanças no ocaso do tabuleiro geopolítico (ou seria geosistêmico?) deste nosso perene planeta.

Um primeiro presidente negro na história da maior potência que este mundo já viu cria expectativas inéditas. Totalmente proporcionais ao tamanho do posterior desapontamento. Bela chacoalhada. É viver para ver.

Ou, que seja a continuação do que está aí só que ainda mais incisivo e perturbador de um status quo - que sequer pode continuar sendo chamado assim, já que os dois últimos governos do império mudaram muita coisa. A continuidade deste seria no mínimo mais radical e franco, digamos assim, no seu modus operandi (desculpe o latim fácil, mas tem coisas que vão mais certeiras assim). Enfim, a turma do elefante continuaria no mesmo balanço mas mais rapidamente.

Uél, o que vem por aí muda muita coisa de novo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

The First Disaster Of The Internet Age



Quando escrevi sobre o fato deste abismo econômico ter sido provocado (previsivelmente) por jogadores - no pior sentido da palavra - com muita disposição para faturar sem trabalho mas com muita especulação, risco e ganância, não pensei que a coisa fosse literalmente tão, digamos, assim mesmo.

A Newsweek desta semana discorre sobre como tudo foi feito, com simples tecladas em emails, mensagens SMS e outras facilidades deste nosso mundo pós-moderno.

Bilhões, talvez trilhões, indo de lá para cá, dali para ali. Ao toque suave de teclados.

Incrível como nosso tempo torna coisas monstruosamente grandes fáceis de fazer ou acontecer.

Lembro de terroristas aprendendo controles básicos o sufiente para lançar boeings em edíficios através do Fly Simulator da Microsoft.

Tudo está cada vez mais e mais dependente de menos coisas. E estas coisas são cada vez mais capazes de fazer estragos cada vez maiores.

Resumindo. Este sistema esta cada vez mais centrado e dependente da internet, ou qualquer que seja o nome que vier a ter este troço que interconecta instantânea e planetariamente praticamente TUDO, excetuando-se, sem exagero, a matéria. Esta ainda precisa de pés, rodas, hélices, asas, etc.

Acontece que quem está por tras desta ferramenta que, sinto, será a derradeira ferramenta são humanos. E é aí que fica fácil imaginar transformações e pertubações mundiais cada vez mais rápidas e abrangentes. É a irresponsabilidade inconsequente com grandes poderes. É a metralhadora na mão do macaco.

Este sistema parece ter chegado num ponto onde podemos claramente observar e confirmar com nossos próprios olhos, ouvidos e poros de que tudo pode mudar assim, num clique.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Complicômetro

Perguntinha para vocês:

Como teria terminado a história se Eloá fosse publicitáriaengenheiramédicaarquiteta e morasse num apartamento em Moema?

sábado, 18 de outubro de 2008

Página virada

A crise de 2008.


Não é tão complicado quanto parece. Economês e ideologias à parte, é claro.

Muito dinheiro na praça.

Muito dinheiro na praça nas mãos de alguns "Zécutivos" (outra do Paulo Henrique Amorim).

Os Zécutivos são em qualquer parte do mundo um tipo de gente gananciosa, vamos considerá-los assim. Sendo "ganaciosos" um eufemismo de minha parte.

Bom, esse montão de dinheiro poderia virar 3, 4, 5 X montão de dinheiro sem muito trabalho.

Sim - sem trabalho.


Decidiram emprestar dinheiro para maus pagadores (do economês: sub-prime) comprarem suas casas.

Sim, porque, pensaram eles, emprestar para caloteiros em potencial é arriscado mas pode ser muito lucrativo já que os juros são mais altos.

Cifrões nos olhos.

Rios de dinheiro para norte-americanos comprarem suas casas.

Bem, esta Marx previu com algum acerto. Keynes remediou. Roosevelt operou.

Superprodução desgovernada, encalhe de mercadorias e socorro do Estado. Socorro Estatal investindo na produção, diga-se de passagem. Pelo menos AQUELA crise estava curada.

Mas 1929 está muito longe, né?


Para quem pensa em lucros cada vez maiores na base da especulação e escanteando a produção o passado é só o passado.

Quebraram a cara.

E é bom que seja assim.

Minha fé não depende disto, mas aumenta com isto.

Então, virá o Estado interventor socorrer (outro eufemismo para 'doar') o capitalismo - literalmente comprando-o. Comprando suas dívidas fruto de pura e simples jogatina. Emprestar muito para quem não pode pagar é jogo, certo?

Dizem que vivemos agora, neste momento, uma mudança de paradigma.

Acredito nisto.

O socialismo já morreu. Morreu como mais um sistema de governo falido e ineficaz. Lá a ganância foi de outro tipo.

O capitalismo, pelo menos o que conhecemos tão bem nestas últimas décadas, parece estar moribundo.


Outra página virada.

Páginas que passam sem dar tempo de ler.

Parece que estamos folheando rapidamente as últimas folhas do livro, vamos dizer assim.


PS.: Mas, como tantos norte-americanos podem ser tão maus pagadores? Uél, suas multinacionais não empregam mais norte-americanos. Empregam os baratos e abundantes chineses. É o lucro, né?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

DVD fura?


O Velho e o Moço

Imperdíveis que perdi

Los Hermanos na Fundição Progresso, no RJ, ano passado.

Esta noite passará na tv, menos mal. Estes rapazes merecem ser vistos e cantados nesta mediocridade que tem sido as composições jovens desses anos 00. São ilha de criatividade, coragem e sentimento. Bons sentimentos. Num show destes caras - qualquer show - ocorre uma espécie de troca e cumplicidade só vista em platéias como as dos grandes festivais da Record e Excelsior nos anos 60/70. Impossível não lembrar de Legião Urbana também.

E malditos sejam os 'vips' e as 'celebridades' que me tiraram o prazer e a oportunidade de assistir ao João dia desses no Ibirapuera.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Hóspedes

Tão sensíveis quanto generosas em quantidades, periodicidade e variedade;





Geniosa, difícil e exigente - e isso porque ainda nem se revelou completamente;



Simples, nada exigente e modesta. Forte e graciosíssima, mas raramente está por aqui.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Pitacos de realidade

Depois de "Sem Logo", mais uma bela tacada de Naomi Klein.



E se John Mccain ganhar tem mais choques por aí...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Música para os meus ouvidos...

... e talvez para os seus também: clique para ouvir

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Cháves e as Farc (ou a hipocrisia da vez)

A Interpol descobriu que o venezuelano ajudou as Farc.


Sééério???!


Será manchete por alguns dias.

Folha, Estadão, o Jornal do Bonner e seus pares estarão indignados.


Digamos que ajudar terroristas é uma prática usada por QUALQUER destes governos, sempre que lhes interessam.

Algo como Reagan e Saddam ou Bush pai e Bin Laden. A fila é longa.




Donald Rumsfeld (direita), enviado por Reagan, e Saddam durante a guerra Irã x Iraque.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A Nova Guerra Fria

Um destes raros artigos que conseguem ser ao mesmo tempo precisos e concisos ao falar de questões tão complexas - no New York Times, de hoje:


A NOVA GUERRA FRIA

Thomas L. Friedman

O próximo presidente norte-americano herdará vários desafios na área de política externa, mas certamente um dos maiores será a Guerra Fria. Sim, o próximo presidente será um presidente da Guerra Fria - mas esta Guerra Fria é com o Irã.Esta é a verdadeira história que permeia atualmente o Oriente Médio - a disputa por influência na região, tendo ao lado os Estados Unidos e os seus aliados sunitas árabes (e Israel) e do outro o Irã, a Síria e os seus aliados não governamentais, o Hamas e o Hizbollah. Conforme dizia o editorial de 11 de maio do jornal iraniano "Kayhan": "Na luta por poder no Oriente Médio só existem dois lados: Irã e Estados Unidos".Por hora, a Equipe América está perdendo em quase todas as frentes. Por quê? A resposta curta é que o Irã é inteligente e brutal, os Estados Unidos são estúpidos e fracos, e o mundo árabe sunita é indiferente e dividido. Alguma outra pergunta?A indignidade da semana foi a tentativa de Irã, Síria e Hizbollah de assumir o controle sobre o Líbano. Os brutamontes do Hizbollah invadiram bairros sunitas na zona oeste de Beirute, concentrando-se especialmente em desmantelar canais progressistas de notícias como a TV Futuro, de forma que a máquina de propaganda do Hizbollah pudesse dominar o universo das transmissões de televisão. A milícia xiita Hizbollah surgiu supostamente para proteger o Líbano de Israel. Tendo feito isso, eles agora mudaram de rumo e venderam o Líbano à Síria e ao Irã.Tudo isso faz parte daquilo que Ehud Yaari, um dos melhores analistas do Oriente Médio em Israel, chama de "Pax Iranica". Na sua coluna de 28 de abril último no jornal "The Jerusalem Report" Yaari chamou atenção para a rede de influência que o Irã construiu no Oriente Médio - da influência que o país exerce sobre o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, à sua capacidade de manipular praticamente todas as milícias xiitas no Iraque, e à transformação do Hizbollah em uma força - com 40 mil foguetes - capaz de controlar o Líbano e ameaçar Israel caso este pense em atacar Teerã. E não se pode esquecer da capacidade do Irã de fortalecer o Hamas na Faixa de Gaza, e de bloquear qualquer acordo de paz israelense-palestino promovido pelos Estados Unidos."Sintetizando, Teerã criou uma situação na qual qualquer um que deseje atacar as suas instalações atômicas terá que levar em conta que isto gerará uma batalha cruenta nas frentes libanesa, palestina, iraquiana e do Golfo Pérsico. Esta é uma estratégia sofisticada de dissuasão", afirmou Yaari.Já a Equipe Bush conseguiu em oito anos colocar os Estados Unidos em uma posição única no Oriente Médio: "O país não é apreciado, não é temido e não é respeitado", escreveu Aaron David Miller, um ex-negociador para o Oriente Médio em governos republicanos e democratas, no seu novo e provocante livro sobre o processo de paz, intitulado "The Much Too Promissed Land" (algo como, "A Terra Demasiadamente Prometida"). "Nós tropeçamos durante oito anos no governo de Bill Clinton, tentando descobrir como fazer a paz no Oriente Médio, e depois tropeçamos outros oito anos sob George Bush, procurando determinar de que maneira fazer a guerra na região", disse Miller. "O resultado foi uma América aprisionada em uma região que ela não pode consertar e nem abandonar".Vejam os últimos meses, disse ele: o presidente Bush foi ao Oriente Médio em janeiro, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, foi para lá novamente nesta semana. Afinal, o preço do petróleo está mais alto do que nunca, e as perspectivas de paz nunca estiveram mais remotas. Conforme diz Miller, atualmente os Estados Unidos são "incapazes de derrotar, cooptar ou conter" qualquer dos grandes protagonistas na região.O grande debate entre Barack Obama e Hillary Clinton diz respeito a se devemos ou não conversar com o Irã. Obama é a favor; Hillary Clinton é contra. A questão para o próximo presidente não é falar ou não falar. O problema é saber se temos influência ou não. Quando a pessoa tem influência, ela conversa. Quando não tem, consegue alguma - criando incentivos econômicos, diplomáticos ou militares e pressões; fatores que o outro lado ache muito tentadores ou assustadores para ignorá-los. É nisto que a equipe Bush tem se mostrado bastante incompetente em relação ao Irã.A única parte mais fraca é o mundo árabe sunita, que ou está tão embriagado com o seu petróleo que acredita poder comprar qualquer saída para um desafio iraniano, ou tão dividido que não é capaz de erguer a mão para defender os seus interesses - isso quando não se encontra em ambas as situações.Nós não iremos à guerra contra o Irã, e nem devemos. Mas é triste ver os Estados Unidos e os seus amigos árabes tão fracos que são incapazes de impedir que um dos últimos redutos de decência, pluralismo e abertura no mundo árabe seja destruído pelo Irã e pela Síria. A única coisa que me dá alento é saber que todos os que tentaram dominar sozinhos o Líbano - maronitas, palestinos, sírios, israelenses - geraram uma reação e fracassaram. "O Líbano é uma região que ninguém pode controlar sem um consenso, sem fazer com que todos participem", diz o colunista libanês Michael Young. "O Líbano tem sido uma sepultura para pessoas com projetos grandiosos. No Oriente Médio os seus inimigos sempre parecem encontrar uma maneira de se reunir e subitamente tornar as coisas muito difíceis para você".

sábado, 12 de janeiro de 2008

Como é bom poder tocar um instrumento

Não sou sopro

Não sou metais

Não sou cordas


Muito menos vocais



Sou percussão



Com certeza



E percussão pode ser isto aí em cima; especialmente a parte final.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Janeiro

Estas festas...


Do paganismo me afasto.

Faz bem para a saúde.


Mas janeiro, por ser mês primeiro e, até, pela parada que se dá, é quando a meditação é mais intensa.




E a bela nova música de Rodrigo Amarante tem palavras assim:


"...O tempo que eu perdi
Só agora eu sei
Aprender a dar
Foi o que ganhei
E ando ainda atrás
Desse tempo ter
Pude não correr
Dele me encontrar..."

e assim:


"...Ahh não se mexeu
Beija-flor no ar
O rio fica lá
A água é que correu
Chega na maré
Ele vira mar
Como se morrer
Fosse desaguar
Derramar no céu
Se purificar
Ahh deixa pra trás
Sais e minerais, evaporar!"



Chama-se "Evaporar" e você pode ouvir aqui:

sábado, 29 de dezembro de 2007

Semiótica II (ou: 'A estupidez paulista em três atos)

Rua 25 de Março, hoje...



Imigrantes, hoje...


e Guarujá, hoje!


Todas as fotos são da FSP.





sábado, 15 de dezembro de 2007

Semiótica (ou: 'Vamos analisar esta imagem')


clique na imagem para ampliar

Vida Loca

Motoboys são deveras muito úteis. Indispensáveis pra ser mais exato; nesta cidade lixo. São um subproduto útil da loucura em que transformaram esse lugar.

Um lugar que dita ‘emergência’ pra tudo, onde tudo tem que ser rápido pra ser eficiente. Então, num lugar com mais de 5 milhões de veículos em que um simples chuvisco tem o poder de um furacão – surgem os ditos cujos.

Os tais são úteis pra te dar alguma dose de comodidade, ou melhor – doses de coisas absolutamente naturais – mas que seriam inviáveis em cidades como essa.

Úteis, pois me desobrigam ir ao banco para receber um talão de cheques. Úteis porque me deixam no sofá, vendo um jogo qualquer, enquanto trazem a pizza, a esfiha, o kibe, a empada, o refrigerante, a cerveja, ou seja lá o que for.

Úteis, pois trazem meus eletrônicos, comprados virtualmente, pra dentro de casa.

Quanto tempo e energia eu perderia não fossem estes seres com duas rodas.

Enfim, os motoboys fazem parte deste caos de cidade, tentando torná-lo mais viável ao mesmo tempo em que o legitima.

Motoboys são tão necessários quanto também um sinal de que nada está bem.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Vale Tudo

Você já ouviu falar dos Gracie? Da família Gracie?

Se já, você sabe que os tais são uma família de lutadores de vale-tudo.

O nome ‘vale-tudo’ já assusta por si só, e a tal família é famosa mundialmente como sendo fonte dos melhores lutadores desta estupidez.

São brasileiros.

Um dos tais ‘Gracie’ foi preso hoje, acusado de roubar um automóvel, bater num banco de praça e tentar roubar a moto de um motoboy.

Sim, um motoboy. Aí a coisa complica meu amigo.


Pois não se mexe com motoboys.


Se você já viu a cena de algum acidente de trânsito envolvendo um motoboy você sabe do que estou falando.

Eles vão parando. Em poucos minutos formam um enxame em solidariedade ao amigo acidentado. A rede de autoproteção que formam é notória.

Pois é. Um dos Gracie tentou roubar a moto de um motoboy e foi imobilizado por alguns deles.

Antes de xingar um deles pense bem, hein?!

Foto: FSP

Ryan Gracie, preso hoje.



PS.: Vale tudo mesmo - Ryan Gracie morreu hoje, 15 de dezembro, na cadeia, de causas ainda desconhecidas.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Mudança Climática

Quinze telhas a menos.

Uma folha a mais.

Sim, poderia ser uma folha do fícus, uma folha de zâmbia, alguma folha das violetas, ou uma ou outra folha das samambaias ou das azaléias. Mas não é de nenhuma delas.

De onde veio essa folha grande, de quase um palmo, bela, uma típica folha, com todas as suas veias?

Não sei. Só sei que quinze telhas caíram.

Caíram de uma altura nada desprezível – uns 10 metros.

Perigoso.

Meu telhado precisa de reformas antes mesmo de estar pronto.

A TV disse que as rajadas de vento atingiram quase 100km por hora. Ok. Se em vez de rajadas fossem ventos intermitentes teríamos um furacão em plena capital paulista. Dos mais fracos, é verdade, mas um furacão.

Por essas e outras mudanças climáticas projetei meu telhado de telhas de barro com proteção de ‘murinhos’ de alvenaria. Ótima idéia.

Não fosse ter me esquecido de fazer o serviço completo.

As quinze telhas que ficaram sem a tal proteção são agora um sem número de detritos.

O vento foi forte.

O susto foi grande.

Mas essa folha entrou aqui.
Que folha é essa?

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Pequenas porcarias

Intrigante observar o Dunga na seleção.

Este jovem senhor representou por algum tempo uma geração do futebol estigmatizado como feio e perdedor – refiro-me a seleção do Lazarone de 1990.

Eis que o dito se transforma num dos líderes da conquista do tetracampeonato de 1994, nos EUA.

Ficou positivamente marcado, desta vez, como líder forte e confiante, com alguma técnica e sempre viril. Do tipo que coloca ordem na casa.

Eis que chega 2007 e temos uma seleção bisonha, sem graça e sem brilho e com alguns pseudos jogadores milimetricamente colocado$ para jogar, ou melhor, colocado$ para aparecer, quai$ produto$ numa vitrine; ansioso$ por alguma vantagem pecuniária.

Exceções à parte, é com esse clima de exposição e negócios que o outrora viril Dunga tem convivido dia após dia, neste negócio que virou a seleção de futebol deste país.

Tenho dormido, profundamente, a cada jogo destes rapazes.


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Interessante perceber que a região de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade do Rio, próxima à Barra da Tijuca e que outrora era apenas um grande e enorme charco hoje se tornou território da tal vila olímpica do Pan-americano.

Mais interessante ainda perceber que esta mesma região está condenada a fazer parte do oceano atlântico nas próximas décadas, segundo previsões bem realistas.

Então é assim – do charco à inundação total, passando pela vila olímpica e seu entorno cheio de recantos de ‘elite’ e condomínios luxuosos.

A velocidade das transformações físicas estão alcançando a rapidez das transformações sociais deste sistema falido.


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E uma olhada nos jornais (que teimam em não passar de catálogos publicitários) mostram o futuro bem perto daqui.

Aqueles aparelhos de TV, a la Jetsons, estão cada vez mais acessíveis.

Os LCDs que até a pouco tempo custavam mais de 10 mil reais, hoje estão à venda por menos de 4 mil, e continuam baixando.

O futuro já chegou e é tão interessante quanto cretino.

Grandes telas de LCD em milhões de lares, com talvez centenas de canais da tal TV digital, serão apenas a ampliação númerica exponencial da imbecilidade da maior parte do que há na TV atual.

Mas com som 5.1 e imagem de DVD. Skavurska!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Mais um

Só que esse não deu 'certo'. Ainda bem para quem estava na ruas de Londres nesta tarde.

O fato é, e todos sabem: eles estão por aí. centenas, milhares (ou milhões) de mentes pensando a todo instante numa forma de 'acertar' um atentado terrorista num local onde a repercussão seja mundial.

Os dois automóveis desarmados em Londres nesta tarde não explodiram.

Mas já causaram seu intento, como qualquer atentado terrorista ou tentativa deste.

A capital inglesa parou, de novo. Uma pulgona atrás da orelha de todo mundo. E assim caminhamos para uma espécie de caos total.

O próximo atentado, ou a tentativa deste, é só uma questão de tempo.

Dias difíceis estes...




Policial londrino protege região do atentado do dia frustrado.
Fonte: FSP

terça-feira, 26 de junho de 2007

Verve

A melhor notícia musical do ano, em minha opinião é claro: O Verve está de volta.



Meados de 1998 e Bitter Sweet Symphony tocava sem parar em algumas rádios por estas bandas e por todas as rádios européias.
Lembro bem do som que enchia o ansioso e tenso estádio do Morumbi, à espera do show do U2: Bitter Sweet Simphony. Quem não conhecia se perguntou - 'que maravilha é essa?'

Tanto que 5 anos depois ensaiei colocar a dita para tocar num determinado momento da festa de meu casamento. Não o fiz pois não encontrara a tempo uma versão sem os vocais.
O que acabou sendo bom pois a tal faixa acabou virando hit 'obrigatório' de festas de casamento - portanto bem brega.


Mas continua sendo uma belíssima e já clássica canção pop.

O Verve representa o que de melhor surgiu nas ilhas britânicas nas últimas décadas.


Sem exagero.

Belas melodias, músicos competentes, criativos e uma batida forte, com personalidade... original para ser mais exato.


Estranho eu gastar linhas com o Verve e nunca ter citado aqui o assunto fim do Los Hermanos.

Talvez por que eu não acredite.

Mas isto é assunto para outra hora.


Clique na imagem para assistir Bitter Sweet Symphonie...
(Já se foram 10 anos...)

domingo, 24 de junho de 2007

O possível ocaso de Bush

Interessante a previsão de Niall Ferguson, historiador escocês, para os próximos meses:

A probabilidade de que Bush ordene uma ação militar antes de deixar a Casa
Branca é de 50%. Estamos mais próximos do que muita gente se dá conta de um
segundo ataque preventivo americano. As consequências de uma ação como essa são
incalculáveis. Estamos numa época muito perigosa... Dar as costas para o Oriente
Médio hoje seria como fazê-lo com os Bálcãs no verão de 1914.
Ok, previsão de 50% não quer dizer muita coisa. Mas, importante notar que cada vez mais gente tida como formadora de opinião afirme isso: vivemos um clima pesado, semelhante ao que antecedeu a primeira guerra mundial.

Transporte coletivo

A classe média deste país está sentindo na pele o que a maioria sente a bem mais tempo.

Aeroportos lotados, falta de informação e tratamento de gado.

Faz lembrar os pontos de ônibus, as latas de sardinha apinhadas de gente de todas as manhãs, que chamam de ônibus das grandes cidades.

Mas, se você está esperando um vôo para Madrid, Miami ou Frankfurt, não se iluda.

Ao que parece, os equipamentos que os controladores têm à sua disposição são os de sempre. Não há problemas com eles.

Existem problemas, sim, com os controladores, que reivindicam - fazendo a tal da operação padrão, que nada mais é do que liberar e controlar aviões para voar segundo os tais padrões internacionais - que há tempos não são seguidos neste país e em boa parte do mundo.

Então o que é que há?

São apenas militares acoados como bodes expiatórios do maior acidente da história da aviação deste país. Não querem levar a culpa mas viraram matéria-prima de interesses maiores.

E a velha imprensa quer capitalizar a crise.

A culpa é do governo! Dizem.

Culpar este ou qualquer governo pelo que vemos nos aeroportos é o mesmo que culpar qualquer governo pelas enchentes que SEMPRE vão ocorrer na inviável metrópole paulistana.

O que se vê é a manipulação de uma situação real como forma de ataque e rebeldia ao que está posto, digo, o governo atual.

É por estas e outras que vou parar de ler jornais; que insistentemente jogam no meu quintal todo bendito dia.

Nada é o que parece ser - isto é previsível, mas cansa.


A verdadeira democracia do transporte coletivo.

domingo, 17 de junho de 2007

Referências

Ontem, conversando com amigos, uma frase interessante atravessou o ar: "o Rio é uma enorme favela... eles (os cariocas) tem orgulho daquilo".

Torci o nariz.

Isso me intrigou.


Afinal de contas, dou toda a razão para os felizes cariocas.

(você, paulistano, que nunca foi ao Rio, esqueça. Me desculpe mas sua opinião não importa. Tem que ter estado lá, pelo menos uma vez, num dia qualquer, numa hora qualquer, numa praia qualquer - comprando pão numa padaria em Copacabana, passeando pelas ruas de Ipanema, vendo um pôr-do-sol no Arpoador, rachando a cuca, ao meio-dia, na Barra ou mesmo perdido em algum canto da Tijuca, da Vila Isabel ou do Engenho de Dentro, na baixada fluminense).

Os cariocas, espertos - mas também inteligentes, sabem melhor que qualquer um que existem muitos lugares por aí mais desenvolvidos, mais luxuosos, mais glamourosos, mais modernos e mais elegantes do que o Rio, etc, etc...

Mas também sabem, por EXPERIÊNCIA e VIVÊNCIA, que não há no mundo nenhum canto mais rico, mais lindo, mais prazeroso e - desculpe o clichê - mais MARAVILHOSO.



E olha, morar numa cidade que é conhecida mundo afora por seus 'morros' e 'baixadas' de terror, guerra civil e governo paralelo e sua zona-sul-maravilha onde olha-se para o mar de olho na carteira; apenas faz reafirmar a força que tem esse lugar - onde, apesar das péssimas referências, o cidadão que pisa naquelas areias gosta e sente-se bem ali.


E não é por menos que Fernanda Abreu canta que "o Rio é o melhor e o pior do Brasil..."

Eu, que não conheço, ainda, outro canto do mundo onde os nativos não sejam brasileiros, reafirmo isso - pois isso é como dois mais dois: não carece revisão.

Quanto ao pior do Brasil - discordo. Tem muita concorrência por aí.



Pôr-do-sol em Ipanema no longínquo janeiro de 2006: faz falta.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Cirrus passeando

Na foto abaixo algumas pequenas e solitárias cirrus vagueando por estas bandas agora há pouco. Estas não indicam mau tempo chegando, estão apenas dando o ar de sua graça.


Tempo ruim mesmo, ao que tudo indica, acontecerá, nos próximos dias, nas latitudes do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, com direito a anti-ciclone (ou já poderíamos qualificar estes fenômenos mais radicas de furacões do Atlântico Sul?) com ventos de mais de 100 km por hora.



Chegaram, deram um oi e foram embora - graciosas.

domingo, 10 de junho de 2007

Idiossincrasias de um fim de semana esportivo

Aqueles jogadores de vôlei coreanos sorrindo a cada ponto ganho ou perdido nos jogos contra o Brasil, neste final de semana, me intrigaram - tamanho o contraste com a cara fechada de seus conterrâneos que imigraram para estas pastagens e hoje vendem roupas e produtos eletrônicos no Bom Retiro, Brás e Promo Centers da vida...

Além da dificuldade com a língua portuguesa, os coreanos, para lucrarem com seu ganha-pão têm que pagar salgadas propinas para a máfia, também chino/coreana, que contrabandeia quase tudo neste país.

Não deve ser fácil viver tão longe de casa, numa cultura tão diferente e sob ameaça de morte.

Mas tudo é uma questão de escolha e esse é o preço de não contentar-se com o disponível ou ter uma boa dose de ganância.



Alguém aí já conseguiu arrancar um simples bom-dia de um coreano destas lojinhas?


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O autódromo do GP de F1 deste fim de semana chama-se Gilles Villeneuve.

Gilles foi um arrojado piloto da Ferrari que morreu num treino para o GP da Bélgica em 1982 ou 1983, se não me engano. A imagem no telejornal noturno daquele dia foi fortíssima, com seu carro capotando várias vezes e seu corpo sendo lançado pelos ares até morrer no impacto com as grades de proteção.

Jacques, seu filho, iniciou e já terminou sua carreira na Fórmula 1.

Opa!

Poder acompanhar a carreira de pai e filho me lembra que o tempo está passando mais rápido do que eu imaginava.


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E por falar em tempo, esse final de semana esportivo também me fez lembrar que já fazem 10 anos que o Guga venceu seu primeiro Roland Garros.

Lá estava ele, de terno e gravata (Guga, terno e gravata são antônimos!) entregando a taça para o atual campeão - Rafael Nadal.

Parece que foi ontem, mas já se foram 120 meses que deu um SKAVURZKA no sinal da Net (maldita seja!) e eu não pude acompanhar o Match Point daquele jogo.


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E por falar em Skavurzka, parece ser exercício de masoquismo topar um Pay-per-view para ver esse time do Palmeiras jogar.


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E a foto que, com certeza, estará impressa nos jornais tupiniquins de amanhã: Guga entre Nadal e Federer.


Fonte: Uol.

Se Guga está aí, não é só porque ganhou três vezes este campeonato, mas porque fez um bom nome, tem carisma e é humilde. Tão humilde que apresentou Nadal como o melhor tenista de saibro de todos os tempos. Quem entende um pouquinho só de tenis sabe muito bem que o que jogou o mais belo tênis em quadras de terra foi Gustavo Kuerten.


Sem quer ser piegas, mas já sendo, Guga é um raríssimo exemplo de atleta de esporte competitivo mas que, apesar disso, sempre preservou qualidades éticas.

sábado, 2 de junho de 2007

Fresquinhas

Uall!

Os Eua divulgaram esta tarde terem frustrado um plano de mandar pelos ares o aeroporto JFK e um bom pedaço da região sudeste da cidade de Nova Iorque. A idéia dos terroristas, dizem, era explodir os reservatórios de combustível e suas tubulações. Falam sobre uma gravação dos terroristas afirmando que o ataque colocaria o 11 de setembro no esquecimento.

No meu ponto de vista, mais importante do que esse fato – que pode muito bem ser verdade – é a divulgação dele.

Explico.

O FBI divulgou a nacionalidade dos terroristas: três guianenses e um trinitino.

Opaa!

Não preciso abrir meu atlas de bolso para lembrar-me que a Guiana faz fronteira com a Venezuela e que dá para chegar a nado na República Bolivariana de Chaves a partir de Trinidad e Tobago.

Teorias da conspiração à parte, é bem interessante que neste momento em que Chaves endurece seu discurso sobre um novo socialismo e fecha redes de TV, ‘achem’ alguns terroristas bem ambiciosos provenientes daquelas bandas.

Não me surpreenderia se começassem a pipocar ‘notícias’, via Fox News, sobre alguma forma de relação entre estes senhores incendiários e o senhor Hugo Chaves.


Será que tem algo mais aí?

Para que servem as Cirrus

Aquele céu pincelado, cheio de nuvens bem altas, finas e que parecem véus flutuando em meio à imensidão celeste são as chamadas nuvens cirrus.

De tão altas (mais de 6 km de altura) são formadas por cristais de gelo.

Úteis para encher os olhos de beleza, serenidade e mansidão, elas também são o prenúncio de uma grande mudança de tempo ou o aviso de que determinada situação climática já é coisa do passado.

Ou seja, por estas latitudes, além de comporem uma belíssima paisagem, elas são também úteis para avisar que uma frente fria está chegando nos próximos dias ou horas; ou que esta já foi, e a temperatura deverá ficar mais agradável.

Ontem foi dia de lindas cirrus no céu de São Paulo avisarem sobre o que já está aí fora: muita chuva, tempo cinza e a temperatura despencando. Mais uma frente fria acompanhada por rigorosa massa de ar polar.



Olhar para o céu, todos os dias, sempre faz bem.

Entender sua dinâmica e funcionamento, ao contrário do que possa parecer, é tão prazeroso quanto.


Cirrus na tarde de ontem sobre a região da Cantareira.





Mais Cirrus, sobre a região de Guarulhos.

sábado, 26 de maio de 2007

Estresse da informação interessada

Cá pra nós:

Semaninha bem chata esta.

Meu dever profissional, o qual faço com prazer - diga-se de passagem, pelo menos até que alguma turma manisfeste sua síndrome da última aula de sexta, num rompente de gritaria coletiva - me obriga a ficar minimamente bem informado.

Notícias políticas ocupam grande parte disso.

Mas esta semana está difícil.

Ter que se informar com qualidade sobre acontecimentos forjados, cheios de interesses e nada sinceros pode estressar.


Greve na USP: política.

Operação padrão da Polícia Federal: política.

CPI do apagão aéreo: política.

O carro que bate na marginal - cheio de propinas para delegados: a parte física e logística da política.

Um punhado de sem-terras invadindo a quarta maior hidrelétrica do mundo: comédia e política

E deixa esse caso Gautama pra lá...

Ler notícias é uma coisa. Ler notícias, decodificá-las e imaginar o que elas querem dizer, a quem servem e qual é realmente a verdade é outra coisa bem diferente.

E trabalhosa.

É a tal da formação de opinião.


Antes de preocupar-se com a sua própria opinião é cada vez mais ardoroso descontruir a opinião que gente interessada e mal intencionada quer empurrar-lhe goela abaixo.


E esses últimos dias tem sido uma overdose de amoralidade ética e política cuidadosamente manipulada nos noticiários televisivos e artigos de jornal.

Overdose, pois simplesmente não fomos feitos para conviver com esse tipo de coisa.



Eu, apolítico que sou, talvez perceba com uma clareza sui generis a orquestração que aí está:

A classe média e alta cada vez mais atônita com o sucesso internacional e entre as massas do atual governo deste país.

Alguma forma de bagunça coletiva está sendo ensaiada contra o que está aí.

Mas tudo isso é apenas a normalidade do sistema, só inverteram-se os papéis.

sábado, 19 de maio de 2007

Celulares, players, e outras bugigangas

Estes pequenos frutos destas novas tecnologias, verdadeiras pragas destes dias, às vezes parecerem se reproduzir literalmente - através de alguma possível relação eletrônica via bluetooth - dentro das salas de aula.

Muito barulho desnecessário, esse do celular em sala de aula.

Para mim, sempre foi muito claro.


Não dá para negar a tecnologia.

Banir o uso, a posse ou 'criminalizar' o simples ato de falar ao telefone ou ouvir uma música é uma forma de estrabismo educacional.


A discussão não é essa.


A maioria de meus pares - professores e educadores - parecem não se dar conta disso.

Seria um resquício de tempos ditatoriais?

Essa situação de banimento, negação e punição afloram facilmente em situações assim - de encontro com o novo.

Novo que que surge em intervalos cada vez menores.

Tecnologias que até há pouco tempo atrás demoravam alguns bons pares de anos para serem superadas e substituídas, hoje tornam-se 'obsoletas' em questão de meses.


O comportamento social - principalmente o do adolescente - tenta acompanhar este rítmo de intensa mudança, gosto pelo novo e pelas novas possibilidades; muitas delas tão prazeirosas e práticas quanto fugazes.

Acredito que esta suposta vantagem e facilidade juvenil, em acompanhar as tais mudanças, cobrará seu preço na forma de algum stress ou incapacidade presente e futura, seja na dificuldade de concentração, de planejamento ou de concretização do que quer que seja.

Mas, voltando ao assunto, - mais uma porta foi aberta.

Uma oportunidade concreta, real e itinerante do cotidiano juvenil de ensinar responsabilidades, coerência, respeito e ética.


O saber lidar e conviver com as novas tecnologias.

Nada mais elementar e natural do que ter tempo e lugar para se fazer as coisas.

É aí onde o educador deve se concentrar.

Isto não dá trabalho. Isto também é o trabalho.


Celulares e players de música nunca estiveram proibidos em minhas aulas.

Eles simplesmente são incompatíveis com a concentração em uma leitura ou na exposição de uma matéria. É isso o que lhes informo.

O uso coerente, responsável e equilibrado é o que deve ser priorizado.


E já não é de hoje que as tais caixinhas
com telefone, mp3, máquinas fotográficas,
filmadoras e gravadores de sons e acesso à
internet cabem na palma da mão.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

O que faz a gente gostar de uma música?

Deve ter algo haver com as sensações despertadas pelo que se passou, de bom ou ruim, em algum lugar.

Cheiros, sons, imagens... a composição disso tudo associado a uma música.

Depois de algumas semanas, meses ou mesmo anos, você escuta a mesma música, ou mesmo algum acorde ou tom que lembre a tal música e... bingo!

Algo desperta e você diz: “Essa música é muito boa!”.


Somente num segundo momento talvez se perceba as qualidades ‘reais’ ou técnicas de uma boa melodia (ou a falta disto).


Pode ser por isso que se diga ‘gosto não se discute’:


Estas sensações, a maneira e o momento de se percebê-las são intrinsecamente individuais.

Aqueles pelinhos no braço que se arrepiam quando se escuta determinado acorde ou batida, é só seu.




É por essa e outras que gosto de Everything But The Girl.



É porque em dezembro de 1996 minhas coordenadas geográficas eram as mesmas que as de dois amigos, um do meu bairro, o outro de Londres, e também as mesmas de um Fiat Uno com dois recrutas do exército – passando por uma estrada costeira, junto às praias quase desertas ao sul de Ilhéus, no litoral baiano.

Os dois estavam levando o automóvel para o Rio de Janeiro.

Nós três - apenas de carona nos divertindo por aquelas latitudes.


O som que tocava no automóvel era ‘Missing’, do Everything But The Girl.

Lembro bem que a conjunção daquela música e daquela paisagem me deixou acima do chão.

Era uma luz forte, de verão, entrecortada por sombras de coqueiros, à medida que o carro passava.

Do outro lado, era o quase total ofuscamento pelo brilho da areia e as pontadas de mais luz refletidas pelo mar.

São coisinhas rápidas, mas ficam para sempre.

sábado, 12 de maio de 2007

Música e o fator 'cabelos brancos'

Muitos dos meus pares, pessoal da minha geração, gente que nasceu no fim da década de 60 e começo da de 70, tem o hábito, salutar ou não, de ser fiel ás suas origens musicais.

Muito se fala em Doors, América, Rolling Stones, disco music, a onda new wave, punk, break e heavy metal. Isso sem falar nas baladonas anos 70 e 80 que hoje só dão as caras nas Antenas 1, Alphas e outras FMs para titios da vida.

A coisa é que durante o passar dos anos não perdi o costume de me atualizar, procurar coisas novas, estar aberto para novos sons, novas bandas.

Aí é que a pulga salta para atrás da minha orelha.

Me apanho, com alguma frequência, cantando no chuveiro, cantarolando com meu mp3 ou mesmo assistindo - empolgadamente - ao vivo shows de bandas com guitarristas, vocalistas, baixistas e bateristas mais jovens do que eu.

É estranho.

Dia desses falei sobre a estranheza de gostar muito do som dos rapazes do Mombojó e falar com os tais, frente à frente, e perceber que são garotos, quase pirralhos.

Ontem troquei dois emails com o Zeca Camargo (não é esnobice, apenas uma possibilidade destas novas tecnologias) sobre o assunto.

Me falou sobre a sensação incômoda de entrevistar os rapazes do 'Arctic Monkeys' - atuais fenômenos do rock inglês.

Talvez essa estranheza seja simplesmente o receio de parecer imaturo.

Mas, fazer o quê, se essa molecada (a minoria, é verdade) continua fazendo música de qualidade apesar de mal terem saído das fraldas.

Um paradoxo disso tudo chama-se Travis. Mais uma banda de jovens rapazes escoceses.

Mas aqui o som não é o rock rasgado, como o de Franz Ferdinand, ao menos não mais.

É balada atrás de balada.

Banjo, violões e guitarras redondinhas. Melodiosas... quase meladas.

Um som sensível, melancólico e jovem que quase serve para quem ouviu muito.... digamos....

os Eagles(!), por exemplo.


São o avesso desse papo chato.

Killers, Klaxons, os tais Franz Ferdinand, Fratellis, Kasabian e tantos outros são bem audíveis.

Mas Travis, Doves, Keane, Coldplay e Oasis fazem a ponte ideal com o passado. Falo de Echo, Simple Minds, Duran Duran, Smiths, Cure e adjacências.

E assim não há prisão com o passado.

Nem com o presente.

Melhor que seja assim.



No post anterior - link para o último trabalho do Travis. Agradavelmente o mais 'careta' de todos.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Travis...

quarta-feira, 9 de maio de 2007

9 de Maio - Inverno

Já é inverno e eu tenho como provar.

Ponha o nariz lá fora.

Viu?

Ou melhor, sentiu?

- Dez graus centígrados.

Isso é inverno.

Ok, ok, vou apresentar provas mais consistentes:

Hoje eu tomei vinho tinto suave bem vagabundo, num copo americano, ao meio-dia, na padaria da esquina do colégio onde leciono.

Rapazes e moças! Eu só faço isso no inverno.

Não?

Certo.

Ok.

Chegar em casa. Tirar a calça, a camisa e tomar um banho refrescante.

Errado. Banho bem quente!

Camiseta, bermuda e papetes?

Errado.

Para ir ao mercado - calça de veludo, camisa de flanela e jaqueta.




Não? Como assim?

Deixa eu ver...

No meu player/mp3/essas coisas - estava tocando 'BITTER SWEET SYMPHONY' do VERVE - enquanto andava na calçada deserta com aquelas gotículas frias mais leves que o ar pousando sobre o meu nariz.



Viu?



Não falei?



É inverno!




Nove de maio - noite fria.

Largo São Bento

Sempre que posso ando pelas ruas do centro velho de São Paulo. Muitas vezes por necessidades mercantis, outras por prazer, mas a maioria pelos dois motivos.

Aquilo é uma escola viva.

Muitos cheiros, sons e imagens.

Muita ação também não falta, com toques de humor negro e suspense. De drama nem se fala.

Naquele zoológico humano há gente de tudo quanto é tipo fazendo tudo quanto é coisa para sobreviver.

Os engravatados metidos a donos de tudo e de todos da Rua Boa Vista e adjacências estão sempre lá. Impecáveis com seus celulares de ultíssima geração e papo furado de pseudo-executivos (os executivos são piores).

Mas a fartura em exemplares desta fauna fica por conta dos indefectíveis camelôs, com suas cantorias, bugigangas, fino trato com o cliente e muito bom humor.

Até chegar o rapa.

Aí a festa é geral.

As bugigangas, que segundos antes repousavam confortavelmente num tecido qualquer sobre o belíssimo piso do Viaduto do Chá, agora estão descendo a ladeira rumo a 25 de março no lombo de seus possuidores.

É tudo muito rápido, dramático, tenso, nervoso... engraçado. Para quem está de fora.

Ou melhor, para quem faz parte daquilo como mero consumidor e observador.

Os próprios informais acham graça. Então, não me contranjo em rir - internamente, é claro.

São brasileiros típicos aqueles.

E isso é bom de ver.

As coisas como elas são.

Sem máscaras, photoshop ou encenações teatrais e ostentosas daqueles da Boa Vista.

Hoje, agora mesmo, essa fauna urbana não está funcionando. Pelo menos em sua normalidade.

Faz frio: 10°C.

O Papa está olhando para aquele piso, num púlpito do Mosteiro São Bento.

Sobre o piso são milhares se espremendo na garôa, ocupando cada centímetro daqueles ladrilhos para reverenciar seu ídolo.

Talvez os camelôs também estejam lá, vendendo alguma água sagrada.

Hoje não tem rapa.



Largo São Bento, hoje à tarde. Fonte: FSP.

domingo, 6 de maio de 2007

Eleições francesas

Sarkozy venceu na França.

E o mundo?

Sarkozy no poder representa a maior parte do povo francês sentindo-se mais seguro, melhor representado em seus interesses, mais enviesado com o modelo que domina a economia global atual.

Sarkozy no poder significa a França finalmente totalmente alinhada aos interesses norte-americanos; talvez a maior aproximação do pós-segunda guerra mundial.

Sarkozy no poder pode significar maior intolerância religiosa, e até racial.

Sarkozy no poder pode significar um redirecionamento europeu às pólíticas norte-americanas dos últimos anos - falo de globalização, guerras preventivas, ataque ao terror associado as restrições civis. Liberdade de expressão controlada, essas coisas...

Nada surpreendente. Tudo de acordo com as rescentes tendências políticas-econômicas mundiais.

O futuro?

Mais guerras, intolerância, nacionalismos e conflitos internos.


É isso.

Futebolgrana

Campeonato Alemão,

Campeonato Francês,

Campeonato Português,

Campeonato Italiano,

Campeonato Espanhol,

Campeonato Inglês,

Final do Paulistão,

Final do Paulista Série B,

Finais do Nacional de Futsal e até algumas partidas de 'Showbol' - um futebol society, onde não há bola fora e interrupções de jogo.

Tudo isso na minha telelinha mas,


simplesmente dispertam pouco ou nenhum interesse.

O que eu quero ver é a final do Carioca.

Flamento x Botafogo,

Maracanã cheio,

jogo final e decisivo e muita emoção, mas...

...não haverá transmissão para São Paulo...

...a menos que você tenha 49,90 reais mensais

(além dos mais de cem já pagos)

para queimar - indescentemente - em P-a-y-P-e-r-V-i-e-w...



Lastimável...

sábado, 5 de maio de 2007

Jogos e games

Esse negócio de tecnologia digital realmente impressiona.

É o mundo dos Jetsons.

É cada vez mais parecida a imagem de um game de futebol jogado num Playstation 2 e a imagem ao vivo de um jogo qualquer transmitido por uma tv à cabo com tecnologia digital.

Não só pelo avanço dos games, com imagens cada vez mais reais; mas também pela definição de som e imagens cada vez mais nítidas - beirando o híper-realismo - das transmissões ao vivo de tv; principalmente dos eventos esportivos.

Essa é uma relação perigosa, onde o real e o virtual cada vez mais se confundem.

Corremos o risco de achar que pernas quebradas em jogos de futebol verdadeiros são apenas parte de um jogo de computador.

E isso, para ficar apenas no esporte.

A espetacularização da violência nos filmes, remetidas a meras histórias em quadrinhos, também é chocante.

Essa aproximação entre o real e o virtual tende a relativizar cada vez mais a realidade, insensibilizando-a.

E esta banalização da realidade não pode e nunca será algo bom.





quarta-feira, 2 de maio de 2007

Futebór

Milan x Manchester agora, São Paulo x Grêmio à noite.

Nada mal.

Para quem gosta de futebol.

Eu seria Manchester, não fosse 1999.

O jogo da noite parece ser realmente bom.

Um jogo ideal para confirmar a decadência (enfim!) tricolor.

Como ando dizendo, tudo é cíclico.

O ciclo tricolor parece estar chegando ao fim.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

1972

Dizia o princípio 6, da Declaração sobre o Meio Ambiente de Estocolmo, 35 anos atrás:

"Deve-se por fim à descarga de substâncias tóxicas ou de outros materiais que liberam calor, em quantidades ou concentrações tais que o meio ambiente não possa neutralizá-los, para que não se causem danos graves o irreparáveis aos ecossistemas. Deve-se apoiar a justa luta dos povos de todos os países contra a poluição"

Ok, ok. Os relatórios do IPCC deste ano dizem basicamente o mesmo, apontando as mesmas causas e efeitos das alterações climáticas, mas com uma certeza: o homem é o culpado. Uaal!

O que choca (ou não) é que se passaram 35 anos e o blá, blá, blá é o mesmo - nada se fez, ou melhor, piorou e muito, em se tratando de cuidar do planeta.

Além disso, é incrível perceber que muitos ainda acham essa história de mudança climática uma balela, coisa de ambientalistas panfletários.

Esses ambientalistas, principalmente os associados a estas 'ongs', podem até ser um pessoal ingênuo e chatinho demais. Mas, que estamos vivendo uma virada climática não há dúvidas. Os dados estão disponíveis para quem quiser. Aliás, já saímos, faz algum tempo, da fase das previsões e suposições.

Se você esteve em Marte nos últimos anos, aí vão alguns fatos e números pertinentes - clique aqui.



Ciclone Catarina avançando sobre a região sul do Brasil,
em março de 2004. O primeiro de muitos?

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Sol e Chuva

Os ocasos lindíssimos dos últimos dias se foram. Não acho ruim. Variar faz bem. E essa frente fria entrando está na medida certa: a temperatura média abaixará substancialmente - uns 10 graus centígrados - e teremos chuvas e noites relativamente frias. Mas só por dois ou três dias.

Aí voltam os dias quentes e as noites frescas. Mas cada vez menos quentes e cada vez mais frescas (ou frias) respectivamente; afinal é outono.

Porque tudo o que é demais - e repetitivo - enjoa. Se você é do tipo que sempre é o mesmo, imutável, e luta por isso, você está remando contra a maré. A natureza, que é Divina, é absolutamente mutável, em ciclos - de semanas, meses, anos e eras.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Jack não daria conta

Segundo reportagem da Reuters de hoje, é bem provavel que ocorra um novo grande atentado terrorista em Londres. Mil e seiscentos, sim, 1.600 cidadãos residentes no Reino Unido, suspeitos de serem militantes islâmicos, tem sido monitorados pela polícia antiterror da Grã-Bretanha. Diz-se que centenas de atentados foram frustrados nos últimos anos.

Quem precisa de 24h quando a realidade é essa?


Atentados terroristas em Londres, 07/07/2005

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Bóris Ieltsin

Bóris Ieltsin morreu hoje.

Ieltsin foi o primeiro presidente russo pós-URSS.

Coube-lhe conduzir seu país do comunismo para a democracia, da economia planificada para a economia de mercado - tarefa iniciada por Gorbachev.

Tem sido muito mais difícil do que imaginavam.

Liberdade de imprensa, eleições diretas e alguns big mac's foram bem recebidos.

Mas a frustração da população já incomoda bastante Vladimir Putin. Os generais tem se mexido nas cadeiras.

O processo parece ser irreversível mas, o que vem pela frente?

A menos ruim forma de homens se governarem. A democracia.

Também não é por aí.


Ieltsin, etílico.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Sensação de dever cumprido

Alunos com opinião, que relacionam causa e efeito, que relativizam, expõem, criticam, aprimoram e acrescentam.

Confesso que fiquei um tanto surpreso, mas é tudo isso que os pimpolhos dos terceiros têm demonstrado em suas apresentações sobre o tema "Novas tecnologias e privacidade".

Nem tudo está perdido. Isso revigora e motiva qualquer professor.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Eufemismos cariocas

Ação policial no morro tal, guerra de quadrilhas, disputa por 'bocas' de tráfico - vamos deixar de lado os eufemismos sobre a situação do Rio, não é mesmo?

Amo a cidade, estou lá sempre que posso e menos do que gostaria, mas o que está acontendo no Rio de Janeiro de um tempo para cá já pode ser chamado, sem medo de errar, de guerra civil. As cenas do noticiário desta noite foram bem claras: tiros de metralhadoras de todos os lados em simples ruas da zona norte do Rio. Transeuntes correndo assustados, pessoas jogando-se no chão e a continuação da batalha ao fundo. Só hoje 21 mortos. E isso dia após dia, com uma intensidade, violência e visibilidade cada vez maior. Guerra civil também é isso.


foto: G1.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Tempinho bom esse...

Se você gosta do frio, esqueça. Pelo menos nas próximas duas semanas. Meados de abril e vemos cirrus stratus no céu, sol, brisa suave e temperatura entre 20 e 28 C°. Dias de primavera em pleno outono. Para mim, perfeito: noites boas para dormir e dias agradavelmente quentes para fazer o que se tem que fazer.

Ou seja, entraremos em maio com um clima confortavelmente quente. A mundança climática tem suas vantagens.

Esperança verde e um futuro nebuloso

Quando um jogador diz "...é claro que gostaria de jogar no [time]. É um clube grande, com espaço na mídia”, quase sempre significa que:
1° - Está pensando só em si mesmo, por destacar a visibilidade que o tal clube pode lhe dar;
2° - Se está preocupado, em primeiro lugar, com visibilidade, é porque já pensa em transferência para o exterior; embora ainda seja jogador de clube pequeno e que sequer concretizou sua transferência para a capital;
3° - Com essas precupações todas é líquido e certo que não despertará paixões da torcida, que o pressionará no primeiro passe ou chute errado;
4° - Assim, é bem provável que terá vida curta no clube e será mais um bom dinheiro jogado fora, por conta da contratação de mais um jogador, que pode até ser um super-híper-craque mas que, antes disso, é essencialmente despreparado, mal assessorado, mercantilizado e mercenário.

A frase foi dita por um tal de Éverton, de 21 anos, destaque do compeonato, atualmente no Bragantino e em processo de transferência para o Palmeiras. Ou seja, mais peso morto no Parque.

sábado, 14 de abril de 2007

Corrida no deserto


Nesta imagem do Google Earth fica bem claro de perceber que a corrida no Bahrein (Fórmula 1, amanhã pela manhã) é realmente no deserto, que os carros sofrem com a areia, etc, etc...

Nas imagens seguintes, episódio de Speed Racer, também no deserto; coisa de quarenta anos atrás e reprisado por aqui na década de 80.


sexta-feira, 13 de abril de 2007

Posto 4

Síndrome de abstinência. É isso o que se sente quando se fica mais de um ano sem voltar para lá. Posto 4 de Copacabana. Não é só a praia, o calçadão, o sol, o mar e as pedras. É o conjunto. A sensação de realmente estar num lugar especial. As ruas tão agitadas quanto qualquer uma do centro paulistano, e a alguns passos dali... tem que ver, estar lá... É isso, toda vez que atravesso o túnel Rebouças, entrando pela Lagoa, ou pela Princesa Isabel, chegando pelo Leme, a sensação é a mesma: a de estar chegando em casa.


De cima para baixo, da esquerda para a direita: Lagoa Rodrigo de Freitas, Ipanema,
Arpoador e Copacabana.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Créditos

Faltou dar o devido crédito ao autor da caricatura ao lado, feita num verso de prova, pelo senhor 'insuportável' Renato Lion. Valeu!

Lobo romântico

Linha tênue essa que separa o brega do romântico. Para quem não conhece Lobão, sua última música pode até soar, com uma certa má vontade, algo entre o fácil e o brega. O fato é que esse rapaz de 50 anos influencia muita coisa do pop/rock/mpb há mais de vinte anos. Alguns cliques e você descobre isso. Para quem escutou muito 'Me chama', a baladona anos 80, 'Vou te levar' - a nova faixa - é bem melhor. Não tem jeito: esse modo carioca de fazer rock, o cuidado com a melodia, o arranjo com cheiro de maresia, o romantismo bem assumido e aquele vocal inconfudível, rasgado, de Lobão, grudam mesmo. Valeu até um registro de uma tarde que voltou a ser quente.

terça-feira, 10 de abril de 2007

15 min para 24h

A questão nuclear e o sucateamento do arsenal russo, a ascensão chinesa qual potencia mundial, terroristas que usam causas supostamente religiosas para seus ‘negócios’, interesses de todo tipo, lobistas, corrupção e ganância no centro dos governos federais. Espionagem, publicidade comprometida e manipulação das massas.

Nunca achei a menor graça em seriados, uma perda de tempo com bobagens rasas. O seriado que se reinicia daqui a pouco na Fox - 24 horas - é um caso raro de boa produção, ação e diversão, associado a um conteúdo de alguma qualidade; características raras nos tais seriados.

Os assuntos mencionados no início são tratados de forma coerente e crível, apesar de um tanto americanóide (o contrário seria pedir muito), e entretém de verdade.


sexta-feira, 6 de abril de 2007

Tudo cinza de novo


Cinza desde ontem, depois de meses de calor nordestino.

Diazinho bom esse pra lembrar que estou em São Paulo. Temperatura amena, céu cinzão e até uma garoa lambendo a Cantareira. Dias assim são pra ouvir Travis e Keane. Uma certa melancolia inofensiva. E por falar em Keane, os rapazes estarão por aqui na segunda quinzena. Será que vale a pena continuar pagando o dobro por um ingresso? Sim, por que agora é assim - esqueça esse negócio de meia-entrada para estudantes: estudante paga inteira, não estudante paga o dobro. Espertalhões...

Atestado de incompetência

Durante esse ano o homem finalizará seu atestado de incompetência sobre como governar e administrar a si mesmo e à sua casa Terra.

Quatrocentos cientistas do mundo todo estão assinando este documento, em forma de relatório, que faz parte do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas.

A segunda parte, das quatro que serão publicadas, fala sobre o inevitável derretimento das camadas de gelo do Himalaia e dos Andes. Coisa pouca, bobagem... pouca gente vive perto dessas regiões e dependem dessa água - só os Chineses e Indianos. Por essas latitudes, Bolivianos, Chilenos, Argentinos e Peruanos deverão sofrer. Isso sem falar que parte do volume d'água do rio Amazonas também vem dos Andes.

Mas isso não é nada, não é mesmo?

(Mais sobre o assunto, clique aqui)

Três linhas

Não importa nada. Mesmo todos os erros, chutes pra fora e pênaltis perdidos. O fato é que o Palmeiras, apesar dos erros, chegou até o último pênalti, converteu e após isso o Diego agarrou - legalmente, ao contrário do que indicou o assistente do árbitro. Essa foi de doer; o bandeirinha tirou o Palestra da Copa do Brasil.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Sinal dos tempos

Você sabe que as coisas estão no fim quando lê que:

- Keith Richards cheirou cocaína junto com as cinzas do pai;

- Ventos de quase 100km por hora passaram por esta cidade;

- Um rabino foi flagrado roubando gravatas;

- Um país vira refém de controladores de vôo (também);

- O mesmo país pára em frente à tv para aplaudir um rapaz grosseiro, mal educado e de aparente mau carácter, ganhar um milhão de reais;

- O senhor Roberto Jefferson vai cantar, sim cantar, no concurso de miss Brasil.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Cidade-lixo

Em duas horas consigo colocar os pés na areia de uma praia, voar até Salvador, ver um filme inteirinho, ler uma revista e algo mais, ou dar duas aulas - mas não consigo chegar de Moema à Zona Norte, um percurso de míseros 15km. Cidade-lixo!

domingo, 1 de abril de 2007

A falsa cidade

Uma cidade é grande demais quando você lê que dos "32 pontos de alagamento registrados no início da noite de ontem, 18 ficaram intransitáveis." Ou que "com o temporal, carros chegaram a ser arrastados por alguns metros na alameda Jauaperi.". Ou ainda que "c Corpo de Bombeiros registrou 19 ocorrências, sendo maior parte de árvores que caíram em cima de veículos ou de muros de casas..." sendo que aqui mesmo, na mesma cidade onde moro, o máximo que caiu do céu, ontem à tarde, foram alguns pinguinhos com a força de uma pequena goteira.

Quer dizer, não dá pra falar que quem mora na zona sul mora na mesma cidade de quem mora na zona leste ou norte. A paisagem é diferente, a cultura é diferente e até o clima é diferente - como tento dizer nas linhas acima.

É uma ilusão achar que tudo o que acontece na cidade de São Paulo seja ascessível a você - que mora nesta mesma cidade; e isto, apenas geograficamente falando - pra começar. Um show de música, uma exposição, um jogo de futebol pode ser tão longe quanto ir para a praia mais próxima. Essa cidade é uma farsa também neste sentido. Há aqui uma ilusão de que se tem tudo a qualquer hora. Não é bem assim. O paulistano engana a si mesmo, com essa ostentação de grande cidade, facilidades e tecnologia; porque a prática é bem diferente.

É por essas e outras que meus dias nesta babel de concreto não deverão ser muitos.

sábado, 31 de março de 2007

Algo estranho no ar

Não gosto muito de teorias da conspiração, mas acho muito, muito estranho, os rapazes controladores de vôo do Brasil pararem os céus deste país e chamar a atenção de toda a mídia - exatamente no final de semana que o Lula está sendo recebido com muita pompa e interesse pelo presidente do país mais poderoso que já existiu neste mundo.

Até eu que sou mais bobo e visceralmente apolítico, percebo um, desculpe o trocadilho, cheiro estranho no ar.