
Quando escrevi sobre o fato deste abismo econômico ter sido provocado (previsivelmente) por jogadores - no pior sentido da palavra - com muita disposição para faturar sem trabalho mas com muita especulação, risco e ganância, não pensei que a coisa fosse literalmente tão, digamos, assim mesmo.
A Newsweek desta semana discorre sobre como tudo foi feito, com simples tecladas em emails, mensagens SMS e outras facilidades deste nosso mundo pós-moderno.
Bilhões, talvez trilhões, indo de lá para cá, dali para ali. Ao toque suave de teclados.
Incrível como nosso tempo torna coisas monstruosamente grandes fáceis de fazer ou acontecer.
Lembro de terroristas aprendendo controles básicos o sufiente para lançar boeings em edíficios através do Fly Simulator da Microsoft.
Tudo está cada vez mais e mais dependente de menos coisas. E estas coisas são cada vez mais capazes de fazer estragos cada vez maiores.
Resumindo. Este sistema esta cada vez mais centrado e dependente da internet, ou qualquer que seja o nome que vier a ter este troço que interconecta instantânea e planetariamente praticamente TUDO, excetuando-se, sem exagero, a matéria. Esta ainda precisa de pés, rodas, hélices, asas, etc.
Acontece que quem está por tras desta ferramenta que, sinto, será a derradeira ferramenta são humanos. E é aí que fica fácil imaginar transformações e pertubações mundiais cada vez mais rápidas e abrangentes. É a irresponsabilidade inconsequente com grandes poderes. É a metralhadora na mão do macaco.
Este sistema parece ter chegado num ponto onde podemos claramente observar e confirmar com nossos próprios olhos, ouvidos e poros de que tudo pode mudar assim, num clique.
